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Banco Central eleva a Taxa Selic em 1,5% e atinge índice de 2017: 7,5%

É o sexto aumento consecutivo dos juros; quem explica os impactos dessa mudança é Nelson Rocha Augusto no 'CBN Economia'
Taxa Selic
É o sexto aumento consecutivo dos juros; quem explica os impactos dessa mudança é Nelson Rocha Augusto no 'CBN Economia'

É o sexto aumento consecutivo dos juros; quem explica os impactos dessa mudança é Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros Selic de 6,25% para 7,75%, um aumento de 1,5 pontos percentuais. Essa é a sexta alta consecutiva e reflete a preocupação com a inflação, impulsionada pela alta nos preços de combustíveis, alimentos e energia elétrica.

Decisão esperada, mas com impactos negativos

A decisão do Copom não surpreendeu analistas, uma vez que a inflação acumulada nos últimos 12 meses ultrapassou a barreira dos 10%. No entanto, a alta dos juros terá consequências negativas para a economia. O aumento significativo da Selic impacta diretamente o crédito, tornando-o mais caro para consumidores e empresas.

A ineficácia da política econômica

Segundo Nelson Rocha Augusto, a política econômica do governo federal tem sido ineficaz no combate à inflação. O descumprimento do teto de gastos, uma cláusula constitucional que limita os gastos públicos, enfraquece a âncora fiscal e obriga o Banco Central a atuar com maior intensidade na âncora monetária, elevando os juros. Essa situação força o Banco Central a trabalhar com uma única ferramenta (a taxa de juros), aumentando a pressão sobre a economia.

Cenário futuro e desafios

Projeções indicam novas altas na taxa Selic nas próximas reuniões do Copom. A inflação em 2023 deverá ficar muito acima da meta de 3,5%, enquanto para 2024, uma redução para algo em torno de 4% é esperada, mas ainda distante do ideal. A alta dos juros, embora necessária para controlar a inflação, impõe um custo significativo à economia, prejudicando investimentos, contratações e o capital de giro das empresas. O Brasil enfrenta o desafio de controlar a inflação com uma taxa de juros entre as mais altas do mundo, resultado de uma gestão econômica considerada ineficiente.

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