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Banco Central eleva taxa de juros em 0,75% e índice chega a 4,25%

Sobre os efeitos do reajuste confira a análise de Nelson Rocha Augusto na coluna 'CBN Economia'
taxa de juros
Sobre os efeitos do reajuste confira a análise de Nelson Rocha Augusto na coluna 'CBN Economia'

Sobre os efeitos do reajuste confira a análise de Nelson Rocha Augusto na coluna ‘CBN Economia’

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros Selic em 0,75%, de 13,5% para 4,25% ao ano. Essa é a terceira alta consecutiva, e o Copom sinalizou a possibilidade de um novo aumento em até 45 dias.

Motivos da alta dos juros

A principal justificativa para o aumento da Selic é a inflação acumulada nos últimos 12 meses, que está acima de 8%. Apesar da alta, a taxa de juros continua considerada baixa. O que surpreendeu o mercado não foi a alta em si, mas o comunicado do Banco Central, que abandonou a expectativa de uma inflação temporária, indicando a continuidade da política de aumento dos juros para convergir para a meta inflacionária.

Cenário econômico e perspectivas

O analista Nelson Rocha destaca diversos fatores que podem influenciar a inflação nos próximos meses. A queda no preço de algumas commodities, como o milho, e a desaceleração do crescimento econômico na China, sugerem uma possível diminuição da pressão inflacionária a médio prazo. A valorização do real frente ao dólar, impulsionada pela alta da Selic e pela queda das commodities, também contribui para um cenário mais favorável. Além disso, o aumento da produtividade na economia brasileira, estimado em 4,5% no primeiro semestre de 2023, é um fator positivo. No entanto, fatores como a crise hídrica e a tensão no mercado de trabalho podem continuar pressionando alguns preços, como energia elétrica e água.

Em resumo, o aumento da taxa Selic reflete a preocupação do Banco Central com a inflação. Embora a alta dos juros seja uma medida para conter o aumento de preços, outros fatores, como a produtividade e a situação internacional, também desempenham um papel crucial na trajetória da inflação nos próximos meses. A expectativa é que a inflação diminua a médio prazo, mas a situação ainda requer acompanhamento.

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