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Banco Central mantém a taxa básica de juros em 13,75%

É a terceira reunião consecutiva que a decisão foi manter no patamar alto; ouça o 'CBN Economia' com Nelson Rocha Augusto
taxa de juros
É a terceira reunião consecutiva que a decisão foi manter no patamar alto; ouça o 'CBN Economia' com Nelson Rocha Augusto

É a terceira reunião consecutiva que a decisão foi manter no patamar alto; ouça o ‘CBN Economia’ com Nelson Rocha Augusto

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa de juros Selic em 13,75% pela terceira vez consecutiva. Apesar da expectativa do mercado, essa taxa permanece absurdamente alta em comparação com os padrões internacionais e até mesmo com a realidade brasileira, onde a inflação já demonstra sinais de arrefecimento.

Inflação em queda e perspectivas positivas

Embora os preços continuem elevados, a inflação tem desacelerado nos últimos meses. Fatores como a redução nos preços de combustíveis (gasolina, gás de cozinha e diesel) pela Petrobras e a perspectiva de uma safra recorde de grãos contribuem para um cenário inflacionário mais otimista, com projeções de inflação próxima a 4,5% para o próximo ano.

Incertezas fiscais e a manutenção da Selic

A manutenção da taxa Selic em patamar tão elevado se justifica pela persistente incerteza fiscal. O alto nível de gastos públicos, sem uma clara demonstração de sustentabilidade financeira, gera preocupações com a possibilidade de uma nova aceleração inflacionária. A aprovação da PEC da Transição no Senado, embora represente um avanço, ainda não elimina completamente essas incertezas.

PEC da Transição e o futuro fiscal

A PEC da Transição, que autoriza gastos de R$ 145 bilhões para os próximos dois anos, foi aprovada com um texto considerado equilibrado, limitando os gastos e exigindo a apresentação de uma âncora fiscal pelo novo governo. Essa medida busca conciliar as demandas sociais com a responsabilidade fiscal, evitando um descontrole das contas públicas. Apesar disso, desafios permanecem, como a necessidade de recomposição de receitas e eventuais ajustes tributários para financiar áreas como saúde, educação e meio ambiente. O novo governo terá o desafio de implementar políticas fiscais eficientes e equilibradas, garantindo a estabilidade econômica do país.

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