A chamada “super quarta” terminou com manutenção da taxa básica de juros no Brasil, decisão que contrariou a expectativa de parte do mercado e de analistas. Mesmo com inflação em queda, desaceleração da atividade econômica, recuo no preço dos combustíveis, câmbio mais valorizado e início de uma safra agrícola robusta, o Banco Central optou por não iniciar o ciclo de cortes da Selic.
Segundo Nelson Rocha Augusto, haveria espaço para um corte cauteloso, como sinalização ao mercado, sem comprometer o controle inflacionário. A decisão foi influenciada por preocupações fiscais e pela avaliação de que as expectativas de inflação ainda não estão totalmente ancoradas, apesar do impacto negativo dos juros elevados sobre empresas, famílias e o custo da dívida pública.
O comunicado do Banco Central, no entanto, indicou que há espaço para redução na próxima reunião, o que mantém a expectativa de início do ciclo de cortes ainda no primeiro semestre. Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve também manteve os juros, mas em um contexto distinto, após cortes anteriores e com possibilidade de novas reduções ao longo do ano. Ouça o áudio da coluna CBN Economia e confira a análise completa sobre os juros no Brasil e no cenário internacional.