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Banco Central norte-americano deixa taxa de juros próxima a zero

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
Banco Central norte-americano deixa taxa
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O Banco Central dos Estados Unidos decidiu manter a taxa de juros próxima de zero, Banco Central norte-americano deixa taxa de juros próxima a zero, indicando que a política monetária americana tem apresentado eficácia nos últimos anos. Segundo o economista Nelson Rocha Augusto, a economia dos EUA tem mostrado uma recuperação significativa, evidenciada pelo aumento dos postos de trabalho, valorização dos imóveis e das ações das principais empresas.

Decisão do Banco Central dos EUA

O presidente do Banco Central americano comunicou que há uma possibilidade considerável de redução dos estímulos monetários a partir do final deste ano. O encerramento do ciclo de expansão monetária e juros baixos está previsto para julho do próximo ano. Essa decisão é vista como positiva para a economia mundial, pois sinaliza um movimento de normalização da política monetária após um período de estímulos intensos para enfrentar os efeitos da pandemia.

Impactos no mercado global: Entre os efeitos imediatos da manutenção da taxa de juros próxima de zero, destaca-se o fortalecimento do dólar em relação a outras moedas. O real, por exemplo, sofreu uma desvalorização de mais de 10% em um mês, atingindo o patamar de R$ 2,22 por dólar. Segundo Nelson Rocha Augusto, os mercados globais têm apresentado movimentos de volatilidade decorrentes dessa decisão, que, apesar de causarem efeitos de manada, são considerados positivos para o ajuste econômico.

Além disso, o Banco Central americano projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA entre 3% e 3,5% para o próximo ano, reforçando a perspectiva de recuperação econômica robusta.

Repercussões no Brasil: Sobre o Brasil, o economista destacou os impactos econômicos dos protestos que têm ocorrido em várias capitais e cidades do interior do país. As manifestações refletem uma insatisfação popular com o aumento dos preços, especialmente das tarifas de ônibus, e representam um limite para a inflação elevada que o país enfrenta atualmente.

Nelson Rocha Augusto ressaltou o reconhecimento das autoridades brasileiras da força popular demonstrada nas manifestações e da necessidade de mudanças nas políticas de preços. As instituições brasileiras têm sido valorizadas no cenário internacional devido à natureza pacífica e democrática das manifestações, mesmo com relatos isolados de radicalização.

Perspectivas econômicas para o Brasil

O economista apontou que o Brasil tem potencial para atrair investimentos no médio e longo prazo, caso as autoridades adotem medidas adequadas de ajuste fiscal, controle da inflação e flexibilidade cambial. No entanto, ele ressaltou que, no curto prazo, o combate à inflação pode penalizar o crescimento econômico, o que exige um equilíbrio delicado nas políticas públicas.

Entenda melhor

A decisão do Banco Central americano de manter juros baixos visa sustentar a recuperação econômica pós-pandemia, mas gera valorização do dólar que impacta economias emergentes como a brasileira. No Brasil, as manifestações refletem tensões sociais relacionadas à inflação, influenciando a política econômica e a percepção internacional do país.

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