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Banco Central Norte-Americano descarta queda de juros no primeiro semestre

Projeção é que o índice só seja ajustado no último trimestre do ano; Nelson Rocha Augusto comenta o assunto no 'CBN Economia'
queda de juros
Projeção é que o índice só seja ajustado no último trimestre do ano; Nelson Rocha Augusto comenta o assunto no 'CBN Economia'

Projeção é que o índice só seja ajustado no último trimestre do ano; Nelson Rocha Augusto comenta o assunto no ‘CBN Economia’

A semana foi marcada por instabilidade econômica, tanto no cenário internacional quanto no Brasil. Nos Estados Unidos, dados de inflação acima do esperado e um grande déficit público geraram incertezas sobre a possibilidade de cortes na taxa de juros pelo Banco Central americano, impactando a economia global.

Cenário Econômico Americano

Apesar de um relatório recente indicar um ritmo de crescimento econômico mais moderado nos EUA, com sinais de desaceleração em diversos setores, a perspectiva de cortes de juros no curto prazo foi descartada. O elevado déficit público americano, superior a 7% do PIB, preocupa os agentes econômicos e contribui para a manutenção de taxas de juros altas. A resolução dessa questão fiscal americana está atrelada ao resultado das eleições presidenciais, previstas para este ano.

Impactos no Brasil

A conjuntura econômica americana, com juros altos e dólar fortalecido, impacta diretamente o Brasil. A alta do dólar no Brasil, com quase 5% de aumento neste mês e mais de 8% no acumulado do ano, surpreendeu analistas que previam uma queda. Essa valorização cambial é atribuída à força do dólar internacional, somada a uma piora na percepção do cenário fiscal brasileiro.

A Situação Fiscal Brasileira

O governo brasileiro anunciou que o superávit previsto para as contas públicas em 2024 não será alcançado, indicando um cenário de equilíbrio fiscal. Essa mudança na meta fiscal, juntamente com a alteração do arcabouço fiscal, gerou uma perda de confiança nos agentes econômicos, contribuindo para a alta do dólar e das taxas de juros futuras. A taxa de juros para os próximos 5 anos subiu significativamente, atingindo 11,2%, o que impacta o custo de empréstimos e investimentos.

Embora a economia real brasileira continue mostrando sinais positivos, com crescimento do emprego e das vendas, a instabilidade financeira gerada pela conjuntura externa e interna afeta as expectativas de crescimento futuro. A incerteza em relação ao cenário fiscal e a piora na percepção de risco podem levar a uma redução do crescimento econômico, aumento da inflação e desvalorização cambial nos próximos meses.

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