Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto
O Banco Central Americano (Federal Reserve, Fed) manteve sua política monetária inalterada, surpreendendo muitos analistas que esperavam o início da redução dos estímulos à economia dos Estados Unidos. A decisão tem implicações significativas para o Brasil, especialmente no que diz respeito ao câmbio e à inflação.
Impacto da Decisão do Fed
O Fed continua injetando US$ 85 bilhões por mês na economia americana e mantendo a taxa de juros de curto prazo entre 0% e 0,25% ao ano. Essa medida visa sustentar a recuperação econômica dos EUA, que, apesar de firme, ainda é considerada modesta. Restrições fiscais importantes nos próximos meses também influenciaram a decisão de manter os estímulos.
Reação dos Mercados Financeiros
A decisão do Fed reverberou nos mercados financeiros globais, dada a importância da economia americana e do dólar como moeda hegemônica. Praticamente todos os ativos no mundo são denominados em dólar, o que torna qualquer mudança na política monetária dos EUA um evento de grande impacto global.
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Reflexos no Brasil
Para o Brasil, a manutenção dos estímulos nos EUA é particularmente relevante. No dia seguinte à decisão, o real se valorizou significativamente, com o dólar caindo 3,12% e fechando a R$ 2,1880. Essa queda no preço do dólar alivia a pressão inflacionária, já que muitas matérias-primas são denominadas na moeda americana. A liquidez nos Estados Unidos, que tem ajudado o Brasil desde a crise de 2008, continua a se expandir.
A contração da liquidez nos Estados Unidos foi adiada, mas é importante lembrar que ela ocorrerá em algum momento. A decisão do Fed de manter os estímulos, por ora, traz alívio e oportunidades para a economia brasileira.