Índice foi para 12,25% – é a terceira queda consecutiva da Selic; quem analisa é Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’
O terceiro trimestre de 2023 apresentou resultados econômicos relevantes tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Acompanhe a análise da situação em ambos os países.
Decisão do Federal Reserve (Fed)
O Banco Central norte-americano manteve a taxa de juros inalterada, decisão esperada pelo mercado. Apesar da inflação ter diminuído, ainda não atingiu a meta de 2%, situando-se em torno de 3%. A possibilidade de aumento futuro da taxa de juros permanece, dependendo da evolução da inflação. A decisão unânime do Fed indica que os juros devem permanecer altos por um período prolongado, favorecendo economias emergentes como a brasileira.
Cenário Econômico Brasileiro
Diferentemente dos EUA, o Brasil reduziu sua taxa de juros em 0,5 pontos percentuais, marcando o terceiro corte consecutivo. Essa decisão se justifica pela queda da inflação e pelo positivo equilíbrio macroeconômico, com crescimento do emprego, faturamento das empresas e renda das pessoas. Há espaço para futuras reduções, dependendo do cumprimento das metas fiscais.
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Desafios Fiscais e Perspectivas Futuras
A incerteza em relação à redução da taxa de juros no futuro está ligada à questão fiscal. O governo busca aumentar a arrecadação por meio de reformas, como a tributação de fundos de super-ricos e ajustes no sistema tributário. A meta fiscal de déficit zero para 2024 é crucial para manter a inflação baixa e permitir novas quedas na taxa de juros. A situação requer um equilíbrio entre controle de gastos e arrecadação adequada, sem sobrecarregar a sociedade. Indicadores como geração de empregos e atividade econômica demonstram um cenário positivo, desde que o equilíbrio fiscal seja mantido.