Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O Banco Central reduziu a taxa de juros de 14% para 13,75% ao ano, em sua segunda redução consecutiva. Embora seja uma medida positiva, especialistas acreditam que o corte poderia ter sido maior.
Corte de Juros: Uma Análise Crítica
Para Nelson Rocha Augusto, a economia brasileira encontra-se desidratada, com altos índices de desemprego, baixo faturamento das empresas e arrecadação de impostos aquém do esperado. Ele argumenta que, diante desse cenário, o Banco Central deveria ser mais agressivo na expansão monetária, reduzindo a taxa de juros de forma mais significativa. Embora compreenda as cautelas políticas e incertezas internacionais que levaram ao corte de apenas 0,25%, ele defende um corte mais profundo.
Cenário Regional: Deflação e o Agronegócio
Em contraste com a situação nacional, algumas regiões, como a de Ribeirão Preto, apresentam deflação. Essa redução de preços é atribuída à forte presença do agronegócio na região, setor que se mantém robusto devido à desvalorização do dólar e à demanda internacional por produtos como açúcar, café e grãos. A cidade, embora com um PIB forte no setor de serviços, é sustentada pelo agronegócio, o que explica a resiliência regional.
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Consumo Cauteloso e Perspectivas Futuras
Apesar do aumento da circulação de dinheiro neste mês com o pagamento do 13º salário, o consumo permanece cauteloso devido às incertezas econômicas e ao alto nível de endividamento da população. Com a taxa de juros ainda alta e as perspectivas de recuperação do emprego pouco animadoras, recomenda-se consumo consciente e parcimônia. A recuperação da economia e um aumento do consumo mais expressivo devem ocorrer apenas no futuro.