Conta no Facebook e no Instagram, além de grupo no WhatsApp, são as apostas para manter estoque suficiente
Facebook, Instagram, WhatsApp: é bem provável que você tenha pelo menos um desses aplicativos instalados no seu celular, ou conheça alguém que os utilize. E foi justamente pensando nessa popularidade que o Banco de Sangue de Ribeirão Preto decidiu marcar presença nessas comunidades virtuais.
Unindo Tecnologia e Solidariedade
A ideia central é combinar tecnologia com a nobre ação de doar sangue. Bruno Deltadesco, analista de marketing do banco de sangue, explica que o projeto começou de forma modesta, mas ganhou força ao perceber o alcance da internet.
“Tínhamos a necessidade de manter um contato mais próximo com os doadores, mas nossa presença online não era efetiva. Não tínhamos uma página profissional, nem alguém dedicado a cuidar disso. Após uma análise, percebemos que a internet seria ideal para atingir o público jovem e conscientizá-los sobre a importância da doação de sangue”, relata Deltadesco.
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A estratégia inicial foi o Facebook, uma plataforma com grande engajamento entre os jovens, para atrair novos doadores e fidelizar os existentes. Em seguida, expandiram para o Instagram e, mais recentemente, para o WhatsApp, criando um grupo de doadores para enviar mensagens quando há necessidade de sangue. “Todo mês precisamos de doadores, não há um mês tranquilo. Usamos todas as ferramentas disponíveis”, completa.
O Perfil do Doador e a Interação nas Redes Sociais
A iniciativa permitiu identificar o perfil do público doador, com base nos dados fornecidos pelo Facebook. A maioria é do sexo feminino, com idade entre 25 e 35 anos. Além disso, a rede social se tornou um canal para tirar dúvidas sobre o processo de doação.
“O Facebook virou um canal de comunicação onde as pessoas tiram dúvidas sobre medicações, gripe, dengue, tempo de espera para doar após a dengue, H1N1, entre outros. Também perguntam sobre antibióticos, anti-inflamatórios, tatuagens, gravidez e o tempo de espera após o parto”, detalha Deltadesco.
O analista de marketing ressalta que a evolução no Facebook é constante, impulsionada pelo alcance do Messenger, que atingiu a marca de 900 milhões de usuários mensais, além dos 1 bilhão e 600 milhões de contas ativas no Facebook. “O Facebook é uma ferramenta de baixo custo que nos proporciona um grande retorno, e esse retorno tem evoluído desde que começamos. Nossa página no Facebook, que antes tinha menos de mil seguidores, já ultrapassou os 10 mil. É um trabalho contínuo, investimos mensalmente para divulgar e fidelizar os doadores”, afirma.
SMS: Uma Estratégia Comprovada
Além das redes sociais, o banco de sangue utiliza uma estratégia mais tradicional, mas igualmente eficaz: o envio de mensagens de texto (SMS). “Após a doação, enviamos um SMS no dia seguinte, e o banco de sangue fica lotado. É uma estratégia certeira”, garante Deltadesco.
O Banco de Sangue de Ribeirão Preto enfrenta um déficit de 30% em suas bolsas de sangue, e a situação pode se agravar devido ao feriado, período em que as doações costumam diminuir.
As redes sociais e outras ferramentas de comunicação têm se mostrado importantes aliadas para manter o estoque de sangue e garantir o atendimento à população.



