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Banhos quentes no frio podem causar ressecamento da pele e oleosidade no cabelo, alerta dermatologista

Médico dermatologista explica como o frio, banhos quentes e longos podem afetar pele e cabelo e dá dicas para evitar ressecamento e coceiras
Banhos
Pixelshot / Canva

Com a chegada das temperaturas mais baixas em Ribeirão Preto e a previsão de mais frio nos próximos dias, um hábito comum no inverno pode trazer problemas para a saúde da pele: os banhos muito quentes e demorados. Segundo o médico dermatologista, Dr. Weber Coelho, essa combinação favorece o ressecamento da pele, alergias e coceiras, sintomas bastante frequentes nesta época do ano.

Além da pele, o couro cabeludo também pode sofrer com o excesso de calor durante o banho. O especialista alerta que a água muito quente remove a proteção natural do corpo, comprometendo a barreira cutânea e favorecendo irritações, infecções e até aumento da oleosidade.

Sinais de alerta

De acordo com o dermatologista, alguns sinais aparecem logo após o banho e indicam que a pele está sofrendo com o excesso de calor. Vermelhidão, irritação e coceira são os principais sintomas.

Segundo ele, a água muito quente provoca perda excessiva de água pela pele e também remove a camada de proteção natural formada por oleosidade, fungos e bactérias benéficas, conhecida como microbioma da pele. Essa barreira é essencial para proteger o organismo contra alergias e infecções.

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Cuidados no inverno

Para evitar esses problemas, a recomendação é tomar banhos rápidos e mornos, evitando temperaturas muito elevadas. O uso de sabonete também deve ser moderado.

O especialista orienta que o sabonete seja usado principalmente nas axilas e na região genital, sem necessidade de aplicação em todo o corpo. Também é recomendado evitar buchas, que aumentam a agressão à pele.

Após o banho, a hidratação se torna fundamental. Hidratantes com ativos como dexpantenol e ácido hialurônico ajudam a reter água na pele e devem ser reaplicados ao longo do dia, especialmente em períodos de clima seco.

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Efeitos no corpo

Banhos muito quentes também podem provocar vasodilatação excessiva, o que pode resultar em queda de pressão arterial. Em casos mais intensos, especialmente após longos períodos em banheiras ou hidromassagens, algumas pessoas podem sentir mal-estar, tontura e até desmaios.

O cabelo também sofre. Segundo Dr. Weber, a água quente remove a oleosidade natural do couro cabeludo, fazendo com que as glândulas sebáceas aumentem a produção de óleo em efeito rebote, o que pode deixar os fios ainda mais oleosos.

O dermatologista reforça que, durante o inverno, a principal recomendação é simples: diminuir a temperatura do chuveiro e intensificar a hidratação para preservar a saúde da pele e do cabelo.

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