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Bar nega que suspeito de matar cliente era segurança do estabelecimento

Advogado da casa noturna informou que Jonathan William era 'controlador de acesso'; função não obriga intervenção em brigas
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Advogado da casa noturna informou que Jonathan William era 'controlador de acesso'; função não obriga intervenção em brigas

Advogado da casa noturna informou que Jonathan William era ‘controlador de acesso’; função não obriga intervenção em brigas

Nesta manhã, o advogado de Jonathan William, apontado como responsável pela morte de Miguel Francisco Puga Barbosa, afirmou que seu cliente trabalhava como controlador de acesso, e não como segurança, no bar onde ocorreu a briga em Belo Horizonte. Segundo Júlio Mocin, advogado de defesa, o bar apresentará imagens e documentações que comprovem essa informação ao delegado, contribuindo com as investigações.

Atuação de Jonathan William

A defesa ainda não tem informações sobre o treinamento de Jonathan como controlador de acesso. A investigação buscará esclarecer se ele possuía qualificação para tal função e se tinha a obrigação de intervir na briga que resultou na morte de Miguel. Jonathan está preso, acusado de aplicar um golpe de mata-leão para conter a briga.

Discrepâncias e Investigação

Apesar da versão do bar, uma pesquisa da CBN no registro da Polícia Federal revelou que Jonathan William é habilitado para trabalhar como segurança em grandes eventos, inclusive com armamento. Segundo a Polícia Federal (PF), o exercício da atividade de vigilante só é permitido por meio de empresas de segurança privada devidamente autorizadas, sendo proibido o trabalho autônomo. A contratação de seguranças para eventos públicos que cobram ingresso, por exemplo, deve ser feita exclusivamente por meio de empresas do ramo. A apuração da CBN também indica que Jonathan trabalha para uma empresa de segurança, mas estava de férias no momento do incidente.

Desdobramentos

As investigações da Polícia Civil seguem em andamento para apurar os fatos e responsabilidades. Até o momento, nenhum responsável pelo bar foi indiciado. A elucidação do caso dependerá da análise das provas e depoimentos colhidos pelas autoridades.

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