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Bares e restaurantes seguem sem repassar valor dos principais insumos para os cardápios

Índice do IBGE aponta que, em dezembro, a inflação na alimentação fora do lar ficou em 0,52%, abaixo do geral de 0,62%
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Índice do IBGE aponta que, em dezembro, a inflação na alimentação fora do lar ficou em 0,52%, abaixo do geral de 0,62%

Índice do IBGE aponta que, em dezembro, a inflação na alimentação fora do lar ficou em 0,52%, abaixo do geral de 0,62%

Bares e restaurantes encerraram 2022 sem repassar integralmente o aumento dos custos dos insumos aos seus preços, apesar da alta da inflação. De acordo com dados do IBGE, a inflação na alimentação fora do lar em dezembro ficou em 0,52%, inferior ao índice geral (0,62%) e ao de alimentos e bebidas (0,66%).

Um ano de retomada com desafios

O setor de bares e restaurantes vivenciou em 2022 um ano de retomada após a pandemia, com o retorno da confiança do público e o fim das restrições. Apesar disso, os 18 meses de fechamento representaram um grande passivo a ser recuperado, mesmo com incentivos governamentais. A inflação e a alta dos preços dos insumos, um fenômeno global, se mostraram um grande desafio para o setor.

O impacto da inflação nos custos

O custo dos insumos foi o principal fator de aumento da inflação no setor, impactando diretamente os preços de alimentos e bebidas. Historicamente, bares e restaurantes repassam menos a inflação aos consumidores do que os índices de alimentos e bebidas. Em 2022, a alimentação em casa teve aumento de 3,23%, enquanto a alimentação fora do lar subiu 7,47%. Para manter a clientela, muitos estabelecimentos optaram por absorver parte do aumento dos custos, sem repassar integralmente aos preços finais. A busca por ganhos de produtividade e criatividade na gestão se mostrou fundamental para enfrentar esse cenário.

Cenário futuro e principais insumos impactados

A possibilidade de manter a estabilidade de preços depende de diversos fatores, incluindo a situação econômica do país e a disponibilidade de insumos. Alguns itens tiveram aumentos significativos, como a cebola (130% no acumulado de 2022), batata (52%), proteína animal e laticínios. Embora a maioria dos estabelecimentos tenha se esforçado para evitar repasses, a pressão inflacionária pode levar alguns a ajustar seus preços em 2023. A expectativa é de um crescimento na demanda em 2023, impulsionada pela normalização da situação sanitária e maior conscientização da população em relação à higiene. A estabilidade econômica e a redução da inflação são fatores cruciais para um cenário mais favorável ao setor.

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