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Barretos aportou mais de R$ 44 milhões em obras públicas que estão paradas ou atrasadas

Dado é do painel de obras criado pelo Tribunal de Contas de São Paulo; Bruno Silva comenta no 'De Olho na Política'
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Dado é do painel de obras criado pelo Tribunal de Contas de São Paulo; Bruno Silva comenta no 'De Olho na Política'

Dado é do painel de obras criado pelo Tribunal de Contas de São Paulo; Bruno Silva comenta no ‘De Olho na Política’

Mais de R$ 44 milhões em obras públicas paradas em Barretos: Um levantamento recente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) expôs a preocupante situação de 17 obras públicas atrasadas no município de Barretos, somando um total de R$ 44 milhões em recursos paralisados. Esse valor supera até mesmo o registrado em Campinas (R$ 33 milhões), indicando uma piora na execução de projetos na região.

Obras Atrasadas e seus Impactos

Entre as obras paralisadas, destaca-se a implantação de iluminação pública, com um contrato de R$ 8 milhões parado desde 2017. A obra mais cara, orçada em R$ 11,6 milhões, é a de pavimentação e drenagem no Distrito Industrial 2, paralisada desde setembro de 2023 devido a problemas estruturais. Segundo Flávio Pastri, diretor da Unidade Regional do TCE em Ribeirão Preto, além do desperdício financeiro, há prejuízos sociais pela falta de serviços públicos essenciais. O atraso e a paralisação das obras geram aumento de custos, depreciação de materiais e até vandalismo.

Fiscalização e Possíveis Punições

O TCE-SP irá fiscalizar o andamento das obras, e os responsáveis podem ser punidos com multas ou pareceres desfavoráveis à aprovação de suas contas. A análise dos motivos de cada atraso e paralisação determinará as medidas a serem tomadas. Em Ribeirão Preto, o painel do TCE aponta duas obras paradas: uma de saneamento básico (R$ 889 mil) e outra da USP (R$ 2 milhões), ambas com previsão de conclusão em 2022.

Prefeitura e Resposta

A Prefeitura de Barretos foi contatada para se posicionar sobre as obras paradas, mas ainda não houve retorno. Em Ribeirão Preto, a USP informou que a obra citada pelo TCE já foi concluída em 2023, mas a entrega ocorreu após o período de fiscalização do tribunal. A falta de atualização no sistema do TCE pode ter contribuído para a inclusão da obra na lista de atrasadas. A situação demonstra a necessidade de maior fiscalização por parte dos órgãos competentes e a importância da transparência na gestão de recursos públicos para garantir a conclusão das obras e o acesso da população aos serviços essenciais.

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