Cidade está na fase laranja do Plano São Paulo
Prefeito de Barretos flexibiliza regras de funcionamento de serviços não essenciais
Flexibilização contrariando o Plano São Paulo
A cidade de Barretos, que havia passado da fase vermelha para a laranja no Plano São Paulo, viu seu prefeito, Guilherme Ávila, flexibilizar ainda mais as regras de funcionamento de alguns setores. Apesar de permitidos apenas serviços essenciais na fase laranja, diversos setores não essenciais estão operando em plena atividade. Em entrevista, o prefeito explicou que essa decisão se baseia em uma recalibragem técnica feita pelo Plano São Paulo, que, segundo ele, justificaria a transição para a fase amarela. Ele alegou que a medida visa evitar o fechamento de restaurantes, a perda de empregos e o aumento da fome na cidade.
Medidas de segurança e justificativas
Ávila afirma que medidas de segurança estão sendo tomadas para garantir a proteção de funcionários e clientes, como o uso de equipamentos de proteção individual, instalação de barreiras de acrílico e a limitação do número de pessoas em cada estabelecimento. Ele também destaca a implementação de horários restritos para funcionamento de bares e restaurantes, com atendimento exclusivo para almoço de segunda a sexta (das 11h às 14h) e para jantar de quinta a domingo (das 18h às 23h). Profissionais que trabalham de forma individualizada, como personal trainers, podem atuar em locais públicos, sem horários fixos. O prefeito ressalta que solicitou um retorno ao governo do estado e à área da saúde sobre essas medidas, mas ainda não obteve resposta.
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Desalinhamento com o Plano São Paulo e perspectivas futuras
A decisão do prefeito contrapõe-se ao Plano São Paulo, que prevê a abertura de serviços não essenciais apenas na fase amarela. Barretos permanece na fase laranja, mais restritiva. O prefeito questiona a rigidez do Plano São Paulo, argumentando que a realidade de Barretos difere da de outras regiões do estado e que a cidade precisa de soluções mais flexíveis para evitar consequências econômicas e sociais negativas. A flexibilização, segundo ele, visa também evitar o aumento de casos de contaminação, ao contrário do que poderia se esperar com a abertura de mais estabelecimentos. A situação demonstra um conflito entre as medidas locais e o plano estadual de combate à pandemia.



