Na cidade, foram mais de mil casos confirmados, seis vezes mais que na capital paulista; com chuvas a incidência pode aumentar
Barretos enfrenta um número recorde de casos de chikungunya em São Paulo
Surto e fatores contribuintes
Com mais de mil casos registrados entre janeiro e dezembro, Barretos se destaca como a cidade paulista com maior incidência de chikungunya em 2023. Um surto entre março e junho contribuiu significativamente para esse número, somado à proximidade com Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, aumentando a circulação de pessoas. A eficácia da testagem na cidade também contribui para a detecção de um número maior de casos positivos.
Medidas de controle e prevenção
Apesar do alto número de casos, a situação em Barretos encontra-se controlada desde o primeiro semestre. O infectologista Guilherme Freire destaca a importância da integração da rede de saúde, com notificações e testagens rápidas, permitindo ações de bloqueio em áreas afetadas. A população tem papel fundamental na prevenção, eliminando criadouros do mosquito Aedes aegypti, como água parada em quintais e recipientes. A limpeza de terrenos e a conscientização sobre os riscos são cruciais para evitar a proliferação do mosquito.
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Esperança em nova vacina
A gravidade da chikungunya, que pode deixar sequelas graves, reforça a necessidade de prevenção. Uma notícia positiva é o pedido de análise da Anvisa para aprovação de uma vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com uma empresa francesa. A aprovação desta vacina representaria um avanço significativo no combate à doença.
Os sintomas da chikungunya, relatados por moradores, são descritos como horríveis, ressaltando a importância da prevenção e dos cuidados para evitar a contaminação. A eliminação de criadouros do mosquito e a conscientização da população são medidas essenciais para controlar a doença e proteger a saúde pública.



