Foram R$ 785 mi só neste ano; Ribeirão Preto e Sertãozinho estão na sequência, com R$ 709 mi e R$ 700 mi, respectivamente
A economia brasileira e a questão tributária são temas complexos e interligados. A arrecadação de impostos é fundamental para financiar os serviços públicos, mas a forma como isso ocorre no Brasil tem gerado debates acalorados.
Carga Tributária e Retorno à População
Apesar do aumento de 10% na arrecadação estadual em 2023, comparado ao mesmo período do ano anterior, a população não tem visto o retorno esperado em serviços públicos eficientes. O economista Sidney de Caria Jr. aponta falhas na cobrança e destinação dos impostos, argumentando que se cobra muito de quem tem pouco e pouco de quem tem muito, além de uma má destinação dos recursos. Em contraponto, países como Alemanha, França, Dinamarca e Suécia, com carga tributária mais alta, oferecem serviços públicos de qualidade, fazendo com que a população veja o valor do investimento.
Impacto nos Cidadãos
A enfermeira Maria Regina Vicente relata a ineficiência do atendimento público, apontando a corrupção como um grande entrave. Geralda Soares, comerciante autônoma, destaca o impacto negativo dos impostos em sua margem de lucro, afirmando que 40% de sua renda é destinada ao pagamento de tributos. Essa situação, segundo ela, a força a aumentar os preços dos produtos, prejudicando a competitividade e o acesso do consumidor.
Leia também
Números e Reflexões
Até setembro de 2023, o brasileiro já havia pago R$ 1,677 trilhão em impostos, segundo o Impostômetro. As cidades de Barretos (R$ 785 milhões), Ribeirão Preto (R$ 709 milhões) e Sertãozinho (R$ 700 milhões) lideram em arrecadação na região. A velocidade crescente da arrecadação levanta questionamentos sobre a eficiência e a transparência na gestão dos recursos públicos, reforçando a necessidade de discussões sobre a reforma tributária e a melhoria na prestação de serviços para a população.



