Alguns bairros da cidade já registram desabastecimento; Saaeb vai realizar um estudo para aumentar a captação
Barretenses enfrentam grave crise hídrica devido à estiagem prolongada desde julho, com a situação se agravando em agosto. A prefeitura decretou estado de emergência em 12 de agosto, pouco antes da Festa do Peão, em resposta ao baixo índice de chuvas e altas temperaturas.
Impactos na população
Bairros como Zéquinha Mêndula, Barretos II, Bom Jesus e Derby são os mais afetados. Moradores relatam falta de água por até 24 horas diárias, impactando atividades básicas como higiene pessoal e limpeza doméstica. A professora Tânia Meneses, moradora do bairro Derby, descreve a dificuldade de realizar tarefas cotidianas devido à falta de água em horários específicos do dia.
Prejuízos para o comércio e agricultura
O desabastecimento afeta também o comércio local. André Perpêroni, presidente da CDL de Barretos, relata que o problema impacta diversos setores, forçando estabelecimentos a comprarem água mineral e a adaptarem suas operações. O aumento de custos e a necessidade de soluções criativas para garantir o funcionamento dos negócios são desafios diários. A estiagem também prejudica os agricultores, que enfrentam dificuldades com a captação de água para irrigação e perdas devido a queimadas. O governo oferece crédito emergencial, mas até o momento, poucos produtores solicitaram o auxílio.
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Soluções e perspectivas
A SAEB (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barretos) busca aumentar os pontos de captação de água na cidade, mas as soluções são de longo prazo. O decreto de emergência prevê medidas excepcionais, como perfuração de poços e aquisição de estações de tratamento compactas, mas a implementação ainda é lenta. A situação exige ações conjuntas do poder público, da iniciativa privada e da população para mitigar os impactos da estiagem e garantir o acesso à água para todos.



