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Bastante acertada, afirma Rodrigo Stabeli sobre São Paulo decretar emergência por conta da dengue

Estado vive uma epidemia de casos e muitas mortes já foram registradas; ouça o comentário do pesquisador da Fiocruz
Bastante acertada
Estado vive uma epidemia de casos e muitas mortes já foram registradas; ouça o comentário do pesquisador da Fiocruz

Estado vive uma epidemia de casos e muitas mortes já foram registradas; ouça o comentário do pesquisador da Fiocruz

O governo do Estado de São Paulo decretou nesta manhã estado de emergência em razão do aumento de casos de dengue. A decisão foi tomada pelo Centro de Operações de Emergências, coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde, diante do crescimento acelerado das notificações e da ocupação de leitos hospitalares.

Motivação do decreto e efeitos esperados

Segundo o infectologista e ex-secretário municipal de Saúde de Ribeirão Preto, Davi Uip, o decreto pode facilitar a liberação de recursos e a articulação entre os diferentes níveis de governo para o combate à doença num momento crítico. Em entrevista ao Jornal da CBN, Uip afirmou que é preciso ampliar a capacidade de atendimento e os estoques de insumos, já que os casos não param de subir.

Novas apresentações clínicas e aumento de gravidade

Uip ressaltou que, além do aumento no número de casos, há uma mudança no perfil das formas graves da doença. “Observamos com mais frequência complicações cardíacas — como miocardites e pericardites — e manifestações neurológicas, assim como o retorno de quadros hemorrágicos clássicos”, afirmou. Essas apresentações têm elevado a demanda por internações e por leitos de terapia intensiva.

Situação em Ribeirão Preto e recomendações

Em Ribeirão Preto, a situação é considerada grave: a cidade está em epidemia de nível 2. De acordo com o último boletim epidemiológico, são 3.863 casos confirmados, 10.368 casos suspeitos, duas mortes confirmadas por dengue e três óbitos em investigação. As autoridades locais reforçam a necessidade de vigilância e de medidas de controle do mosquito Aedes aegypti.

Profissionais de saúde e gestores pedem à população que mantenha as medidas de prevenção, evitando água parada e eliminando criadouros, enquanto as autoridades intensificam ações de monitoramento e atendimento.

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