Pedido de socorro será feito através de um aplicativo; secretário Roger Montenegro explica como vai funcionar o serviço
A Prefeitura de Batatais lançou hoje o aplicativo Botão do Pânico, uma ferramenta destinada a ampliar a proteção a vítimas de violência doméstica e reforçar a segurança em instituições de ensino do município. Em entrevista à CBN, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Roger Montenegro, detalhou o funcionamento e os objetivos do projeto.
O que é o aplicativo
O Botão do Pânico é um aplicativo para smartphones e tablets que permite o acionamento rápido das autoridades em situações de risco. Embora o nome remeta a um dispositivo físico, trata-se de um software que deve ser instalado e cadastrado previamente pelos usuários — com prioridade para mulheres que já possuem medidas protetivas — e por escolas interessadas em participar do sistema.
Como funciona o atendimento
Segundo o secretário Montenegro, todos os alertas enviados pelo aplicativo serão recebidos por uma central da Guarda Civil Municipal (GCM). A central identifica a localização do chamado e aciona a viatura mais próxima, que será monitorada em tempo real por meio de tablets instalados nos veículos. A Polícia Militar e a Polícia Civil atuarão em apoio quando necessário, mas a coordenação inicial ficará sob responsabilidade da GCM.
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Lançamento e expectativa
O lançamento oficial do projeto está marcado para as 14h no Salão Novo da Prefeitura de Batatais, quando haverá a apresentação do sistema à imprensa e a entrega simbólica dos tablets às viaturas. A administração municipal espera que a tecnologia contribua para reduzir o tempo de resposta em emergências e ofereça mais uma ferramenta de proteção às mulheres e às escolas cadastradas; a previsão é que o atendimento comece a ser implementado a partir desta segunda-feira.
O anúncio ocorre em um contexto que revela a urgência da medida: o Brasil registrou 1.463 casos de feminicídio em 2023, o maior número desde a aprovação da lei específica em 2015 — cerca de um caso a cada seis horas, segundo dados citados durante a reportagem. Autoridades locais destacam que o aplicativo não substitui as forças policiais, mas busca acelerar o socorro e integrar instituições públicas e privadas no atendimento a situações de emergência.
Autoridades convidam a população a acompanhar o lançamento e a procurar a GCM para realizar o cadastro, especialmente mulheres com medidas protetivas, a fim de garantir resposta mais ágil quando necessário.



