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Batatais registra primeira morte por H1N1

Vítima era idosa e tinha outros problemas de saúde, segundo médicos; no Estado já são 38 mortes por causa da gripe
morte por H1N1
Vítima era idosa e tinha outros problemas de saúde, segundo médicos; no Estado já são 38 mortes por causa da gripe

Vítima era idosa e tinha outros problemas de saúde, segundo médicos; no Estado já são 38 mortes por causa da gripe

A cidade de Batatais, no interior de São Paulo, confirmou a primeira morte por H1N1 neste ano. A vítima, Marie Inés Pavante, de 63 anos, possuía histórico de doença respiratória e, apesar de ter procurado atendimento médico em três ocasiões, a suspeita da gripe não foi levantada inicialmente.

O Caso e o Diagnóstico Tardio

Segundo Ramon Gustavo de Oliveira, secretário de saúde, a paciente foi atendida na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em 15 de fevereiro, apresentando sintomas que, a princípio, não indicavam H1N1. Um exame de sangue realizado na ocasião não apontou alterações significativas, como a baixa de plaquetas, comum em casos da doença. No entanto, o quadro de saúde de Marie Inés se agravou, levando à internação na Santa Casa de Batatais, onde ela faleceu em 28 de fevereiro. Exames posteriores confirmaram a presença da influenza H1N1.

Medidas de Prevenção e Aumento da Demanda

Além do caso fatal, Batatais registrou outra confirmação de H1N1 em uma paciente que está internada. Outros sete pacientes aguardam resultados de exames para confirmar ou descartar a doença, sendo que um deles se encontra em estado grave, intubado na UTI da Santa Casa. Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde implementou medidas preventivas, como a contratação de mais médicos e enfermeiros para a UPA, visando reduzir o tempo de espera no atendimento. A população está sendo orientada a usar máscaras, evitar aglomerações e procurar assistência médica ao apresentar sintomas gripais. A distribuição de álcool em gel 70% também foi intensificada nas unidades de saúde.

Desafios Adicionais: Dengue e Sobrecarga no Sistema de Saúde

A UPA de Batatais, que atende também pacientes de cidades vizinhas, como Brodosque e Altinópolis, enfrenta uma sobrecarga significativa. A capacidade de atendimento, que é de 300 pacientes por dia, chega a ser ultrapassada, atingindo 470. O tempo de espera aumentou consideravelmente, chegando a 5 horas. Para agravar a situação, Batatais enfrenta uma epidemia de dengue, com 3 mil casos confirmados, o que corresponde a 5% da população. A Secretaria de Saúde não descarta a possibilidade de criar um hospital de campanha para desafogar os atendimentos.

A situação em Batatais exige atenção e medidas coordenadas para conter a propagação da H1N1 e da dengue, garantindo o atendimento adequado à população.

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