Criança, de 1 ano e 11 meses, deu entrada na UPA Cidade Aracy com problemas respiratórios; Cross é de responsavilidade do estado
Um bebê de 1 ano e 11 meses morreu no Hospital Universitário de São Carlos no dia 29, vítima de doença respiratória, segundo informações da unidade. O caso mobilizou a rede de atenção e levantou críticas sobre o tempo de espera para transferência entre serviços de urgência.
Espera e pedido de transferência
De acordo com a prefeitura de São Carlos, a criança foi atendida inicialmente em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) às 7h30. A equipe da UPA avaliou e medicou o paciente, mas informou que não havia estrutura para casos mais graves e solicitou a remoção para unidade hospitalar às 9h53, via Central de Regulação.
Segundo a administração municipal, a transferência demorou mais de seis horas. A vaga teria sido aceita apenas às 15h00, com previsão de atendimento para o fim da tarde, quando o bebê foi levado ao Hospital Universitário. A criança sofria de problemas respiratórios e não resistiu às complicações apresentadas.
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Versões divergentes sobre horários
O governo do estado informou, em nota, que o paciente foi transferido no mesmo dia em que foi inserido no sistema de regulação. Já o hospital afirmou que recebeu o pedido de transferência às 10h00 de segunda-feira e registrou a autorização por volta das 16h00, momento em que o paciente foi atendido na urgência e encaminhado à UTI pediátrica.
Em nota, o Hospital Universitário lamentou a morte e declarou solidariedade à família. A unidade também afirmou que não tem medido esforços diante da alta demanda e reforçou que enfrenta ocupação plena em leitos de enfermaria e salas de observação.
Contexto da rede pública
Autoridades de saúde apontam que a elevada ocupação dos hospitais públicos da região está ligada ao aumento de casos de síndromes respiratórias. A regulação de vagas e transferências é feita pela esfera estadual e depende da gravidade do caso e da disponibilidade de leitos, segundo as notas oficiais.
O episódio segue sob acompanhamento das autoridades de saúde locais e estaduais, enquanto gestores reiteram medidas para tentar reduzir o impacto da alta ocupação na oferta de atendimento pediátrico.



