Os leitos de UTI atingiram ocupação de 100%; infectologista explica que esse é o pior momento da pandemia
Cidades da região de Ribeirão Preto em colapso
Três cidades da região de Ribeirão Preto – Bebedouro, Sertãozinho e Jaboticabal – registraram 100% de ocupação dos leitos de UTI. A situação afeta diretamente os pacientes mais graves, que dependem de hospitais em cidades vizinhas para atendimento.
Ribeirão Preto e Barretos também enfrentam situação crítica
Em Ribeirão Preto e Barretos, a situação também é grave, com taxas de ocupação em torno de 90%. Em Bebedouro, quatro pacientes já precisaram ser transferidos para outras cidades devido à falta de vagas. Em Sertãozinho, os dez leitos de UTI estão completamente ocupados, assim como em Jaboticabal. Barretos apresenta uma situação delicada, com apenas quatro dos 52 leitos de UTI destinados à COVID-19 disponíveis.
Especialistas alertam para colapso e a necessidade de medidas restritivas
Para o médico infectologista Mauri Lélez Delfabro (USP Ribeirão Preto), este é o pior momento da pandemia na região, refletindo a situação nacional. Domingos Alves, pesquisador da USP, destaca a impossibilidade de cidades vizinhas se ajudarem mutuamente devido à lotação simultânea. A única região do estado de São Paulo com taxa de ocupação aceitável é a Baixada Santista, mas o envio de pacientes para lá é inviável devido à superlotação em outras regiões, principalmente no interior. O governo do estado anunciou a abertura de 500 novos leitos de UTI, medida considerada paliativa por especialistas, que defendem políticas restritivas para conter a transmissão do vírus.
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A situação em três das dezenove cidades da região de Ribeirão Preto demonstra a gravidade do colapso na saúde pública, exigindo medidas urgentes para conter o avanço da pandemia e garantir o atendimento adequado à população.



