No dia 8 de outubro, os termômetros bateram 42ºC; cidade foi uma das mais quentes do país em 2024
2024 foi o ano mais quente da história, com oito ondas de calor atingindo diversas regiões do Brasil. Um levantamento inédito realizado em parceria com o Geão de Ribeirão Preto revelou dados preocupantes sobre o calor extremo em 111 cidades.
Cidades em alerta: dias de calor extremo
O estudo mostrou que moradores de 111 cidades brasileiras passaram mais de 150 dias com calor extremo. Bebedouro se destacou com 162 dias acima de 41 graus, figurando entre as cidades mais quentes do estado. Em 8 de outubro, a temperatura chegou a 42 graus, com temperaturas elevadas persistindo por pelo menos 10 dias consecutivos. Outras cidades da região também registraram temperaturas extremas: Pitangueiras (149 dias com máxima de 41 graus), Morrogudo (134 dias com máxima de 41 graus), Pontão (130 dias com 41 graus) e Taquaritinga (130 dias com 41 graus). Ribeirão Preto registrou 126 dias com temperaturas de até 40 graus, e Jurupoca, 120 dias com máxima de 41 graus.
Impactos devastadores do calor extremo
A especialista Ana Paula Cunha, do Semadinha, alerta sobre os impactos devastadores do calor extremo na saúde e na economia. O aumento do risco de doenças cardiovasculares e respiratórias, além de fatalidades, principalmente em grupos vulneráveis como idosos e crianças, é uma preocupação constante. A infraestrutura também sofre, com maior demanda de energia para refrigeração e impactos na produção agrícola.
Ações de mitigação e perspectivas futuras
Em Bebedouro, o reflorestamento é uma das medidas adotadas para combater o calor extremo. A prefeitura distribui 10 mil mudas gratuitamente, em parceria com empresas e associações locais, para o plantio em áreas urbanas e rurais. O sombreamento proporcionado pelas árvores pode reduzir a temperatura em 8 a 10 graus. Apesar dessas iniciativas, a previsão não é animadora. Guilherme Alves Borges, da Clima Templo, afirma que as ondas de calor estão mais frequentes e intensas, e que, sem mudanças significativas na emissão de gases, eventos climáticos extremos se tornarão cada vez mais comuns. O calor extremo combinado com chuvas fortes cria o ambiente ideal para a proliferação do mosquito da dengue, aumentando os riscos para a saúde pública.



