Cirurgias eletivas e atendimentos pelo Sassom foram bloqueados por falta de verba; instituição fala em déficit de R$ 4 milhões
Reunião no Ministério Público
Uma reunião entre a Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, o Ministério Público e a Prefeitura da cidade ocorreu na tarde de hoje para discutir a grave situação financeira do hospital. A instituição suspendeu consultas e cirurgias eletivas pelo SUS e pelo SaSSom devido à falta de recursos.
Impacto na Câmara e Cobranças à Prefeitura
O assunto também chegou à Câmara de Ribeirão Preto. O presidente da Comissão de Saúde, Bertinho Scandiusi, confirmou a reunião no Ministério Público e informou que documentos foram solicitados de seu gabinete, incluindo requerimentos cobrando a prefeitura sobre repasses à Beneficência Portuguesa. Scandiusi mencionou um crédito de R$ 25 milhões aprovado na Câmara para hospitais da cidade, mas a prefeitura não esclareceu se e como esse valor será repassado. Ele também destacou a necessidade de uma auditoria para esclarecer o uso desses recursos e o risco de fechamento total do hospital em 21 de dezembro caso novos repasses não sejam feitos.
Situação Crítica e Prejuízos
O diretor técnico da Beneficência Portuguesa, Stanislau Bernardes da Silva, relatou que a situação crítica foi agravada pela pandemia, com a expansão da estrutura para atender pacientes com Covid-19 sem o devido repasse de verbas pela prefeitura. O hospital estima um prejuízo de cerca de R$ 4 milhões, além de uma dívida de R$ 1,6 milhão referente a descontos indevidos em repasses durante a pandemia. A prefeitura confirmou a dívida, mas alegou que o repasse está em análise pelo setor jurídico. A secretária da saúde, Janie Cristina, negou outros débitos, afirmando que a prefeitura fez repasses recentes. No entanto, a Beneficência Portuguesa rebateu, alegando que esses repasses já estavam previstos em contrato.
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A situação é preocupante, especialmente considerando o impacto na população que depende do SUS e dos serviços oferecidos pela Beneficência Portuguesa. Médicos alertam para a sobrecarga em outras unidades de saúde caso o hospital interrompa totalmente seus serviços. A falta de fiscalização adequada na prestação de serviços de saúde na cidade também foi apontada como um problema.



