Apenas retornos agendados e casos de urgência são mantidos pelo hospital, que alega falta de repasse da Prefeitura
A paralisação no Hospital Beneficência Portuguesa, motivada pela falta de repasses da Prefeitura de Ribeirão Preto há cerca de quatro meses, já impactou o atendimento de aproximadamente 1.600 pessoas. Pacientes que buscam o hospital para consultas e procedimentos estão sendo orientados a retornar para casa, enfrentando dificuldades e adiando seus tratamentos.
O Impacto nos Pacientes
A situação é particularmente difícil para aqueles que necessitam de atendimento urgente. Ilda Ribeiro, uma dona de casa, exemplifica o drama de muitos. Mesmo com um encaminhamento de urgência do posto de saúde da Vila Virgínia para seu filho, que sente dores na perna devido à prática de futebol, ela não conseguiu atendimento. “Tristeza, né? Porque o menino pratica futebol, sente dor na perna e já há 2 meses. A hora que você consegue, você não pode ser atendido”, lamenta Ilda, que precisou retornar para casa e esperar por uma solução.
A Busca por Soluções
Diante da gravidade da situação, o conselheiro municipal de saúde, Liselle Rocha, anunciou que buscará o Ministério Público para intervir e pressionar a prefeitura a cumprir suas obrigações financeiras. “Vamos provocar de novo a promotoria para que a promotoria se intervenha e faça com que a prefeitura cumpra com as suas obrigações e repasse os pagamentos que estão devendo para os hospitais”, afirmou Rocha. Atualmente, apenas retornos agendados e casos de urgência estão sendo atendidos.
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Números da Crise
Esta é a segunda paralisação no hospital neste ano, evidenciando a persistência do problema. Em média, o Hospital Beneficência Portuguesa realiza mensalmente 6 mil consultas, 18 mil exames e 350 cirurgias. A interrupção desses serviços causa um grande impacto na saúde da população de Ribeirão Preto.
A comunidade aguarda ansiosamente por uma resolução que garanta a continuidade dos serviços essenciais oferecidos pelo hospital.



