Nesta terça-feira (7), idoso desmaiou enquanto aguardava atendimento na Zona Norte
Quase quatro milhões de trabalhadores que nasceram em março receberam mais uma parcela do auxílio emergencial nesta quarta-feira. O pagamento, feito pela Caixa Econômica Federal, exclui quem recebe o Bolsa Família e gerou grande movimentação em agências bancárias de todo o país.
Longas filas e riscos de contágio
Em Ribeirão Preto, a repórter Michelle Souza acompanhou a movimentação e relatou filas consideráveis em diversas agências. A proximidade entre as pessoas nas filas gerou preocupação com relação ao avanço do coronavírus, uma vez que a distância de segurança recomendada não estava sendo mantida. Muitos trabalhadores chegam cedo para garantir o atendimento antes de outros compromissos, o que contribui para a formação de filas desde as primeiras horas da manhã.
Impactos do calor e problemas de saúde
O calor intenso também foi um fator agravante. Em uma agência na Avenida Saudade, a repórter observou pessoas buscando abrigo do sol na marquise de comércios próximos. Em outra agência, na Avenida Dom Pedro I, a falta de sombra expôs os usuários ao sol direto. Michelle relatou um caso extremo: um senhor desmaiou na fila de uma agência do Bradesco devido ao calor e à desidratação, necessitando de atendimento médico de emergência.
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A situação se repetiu em outras agências do centro da cidade, como as localizadas na Duque de Caxias. Muitos serviços bancários não podem ser realizados via caixa eletrônico, obrigando os cidadãos a enfrentar as filas. A dificuldade de acesso à tecnologia por parte de alguns usuários contribui para o aumento da demanda presencial e, consequentemente, das filas.
A alta demanda e as condições adversas de espera, resultando em casos de mal-estar, destacam a necessidade de medidas para melhorar o atendimento e garantir a segurança dos cidadãos que dependem dos serviços bancários presenciais.



