Mecanismo busca evitar judicialização em massa e devolver valores de quem teve valor de benefícios descontado ilegalmente
A partir desta sexta-feira (21), Beneficiários do INSS podem aderir ao, beneficiários do INSS que foram vítimas de descontos ilegais de mensalidades associativas podem aderir a um acordo de ressarcimento proposto pelo governo federal. Cerca de 3,8 milhões de aposentados e pensionistas contestam esses descontos indevidos realizados entre março de 2020 e 2025.
Quem pode aderir e como fazer
Podem aderir ao acordo os beneficiários do INSS que sofreram descontos indevidos por associações ou entidades de classe e que já fizeram a contestação sem obter resposta. A adesão pode ser feita pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS, ou presencialmente nas agências dos Correios.
Pagamento e prioridade
Os pagamentos começam em 24 de julho e serão realizados em lotes de até 100 mil pessoas por dia, seguindo a ordem de adesão, ou seja, quem aderir primeiro terá prioridade no recebimento. O valor a ser ressarcido será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
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Documentação e comunicação oficial
Para os beneficiários que já estão habilitados e contestaram os descontos, não será necessário enviar documentação adicional. As comunicações oficiais serão feitas exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS. O INSS alerta que não entrará em contato por WhatsApp, telefone ou e-mail solicitando dados pessoais ou senhas, e qualquer contato fora desses canais deve ser considerado suspeito.
Prevenção contra golpes
Especialistas alertam que aposentados e pensionistas devem evitar fornecer informações pessoais ou senhas a terceiros e denunciar abordagens suspeitas à central do INSS pelo número 135 ou à Ouvidoria do Governo Federal.
O cuidado é importante para evitar golpes, especialmente entre pessoas com menor familiaridade com tecnologia.
Panorama
Os descontos ilegais foram identificados principalmente entre 2019 e 2022, afetando milhões de beneficiários e resultando em desvios estimados em bilhões de reais. Após investigação da Polícia Federal, os descontos foram bloqueados e o governo implementa medidas para evitar novas fraudes, como autenticação por biometria e confirmação anual da autorização para descontos.
Quem aderir ao acordo assina um termo de quitação e abre mão de ações judiciais relacionadas. Beneficiários que não aderirem podem buscar na Justiça valores superiores ou indenizações por danos morais.



