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Benefícios do vale alimentação e refeição não são vistos com bons olhos pelos comerciantes

As altas taxas cobradas pelas bandeiras dos cartões, segundo o Sincomércio, oneram os empresários
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As altas taxas cobradas pelas bandeiras dos cartões, segundo o Sincomércio, oneram os empresários

As altas taxas cobradas pelas bandeiras dos cartões, segundo o Sincomércio, oneram os empresários

Os vales-refeição e alimentação, conhecidos como vo-shares, são benefícios oferecidos por empregadores para seus funcionários se alimentarem durante o expediente. Aceitos em restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos, esses vales geram benefícios tanto para empresas quanto para colaboradores. Porém, o impacto no comércio varejista é um ponto crucial a ser analisado.

Taxas abusivas e prazos de pagamento: o impacto nos comerciantes

Para o comércio, a aceitação de vo-shares apresenta um lado positivo e outro negativo. Segundo Antônio Delisa Neto, presidente do Simcomércio, as altas taxas e impostos cobrados pelas administradoras dos vales representam um grande ônus para os comerciantes. Ele cita o exemplo do vale-alimentação da prefeitura, com taxa de administração de 6% e prazo de recebimento de 38 dias, o que impacta ainda mais o comerciante. Grandes empresas que oferecem o benefício aos funcionários contribuem para essa situação, pois a alta demanda impulsiona as taxas cobradas.

A perspectiva do setor de alimentação fora do lar

O sindicato de hotéis, restaurantes, bares e similares da região de Alaracuara, presidido por José Carlos Cardoso, também se manifesta sobre a questão. Cardoso afirma que as taxas são abusivas e o prazo de pagamento inviabiliza o serviço, principalmente com a alta inflação. A demora no recebimento (30 a 40 dias) torna a situação insustentável para muitos estabelecimentos. Apesar de tentativas de negociação com as empresas de cartões, os acordos individuais prevalecem, criando desigualdade entre os comerciantes. Cardoso critica a falta de padronização das taxas, que variam de acordo com o estabelecimento, prejudicando principalmente os pequenos empresários.

A difícil decisão dos comerciantes

Mesmo com as taxas elevadas, muitos comerciantes, como Luciana Cristina Trivisoli Ramirez, se veem obrigados a aceitar os vo-shares para não perder clientes. A concorrência e o medo de perder vendas forçam a aceitação, mesmo com o longo prazo de recebimento (40 a 45 dias). A comparação com as taxas de cartões de crédito é feita, demonstrando a percepção de injustiça e a necessidade de uma regulamentação mais justa para o setor.

Em resumo, a questão dos vo-shares revela um cenário complexo, com benefícios para empregados e empresas, mas com impactos significativos para o comércio, principalmente para os pequenos empresários, que enfrentam taxas abusivas, prazos de pagamento longos e falta de negociação justa por parte das administradoras dos vales.

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