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BFC busca investidores para sanar dívidas e não perder ações na Botafogo SA

Clube promete ir à Justiça para exigir 20% de repasse mensal da BSA para pagamento de encargos
BFC busca investidores para sanar dívidas
Clube promete ir à Justiça para exigir 20% de repasse mensal da BSA para pagamento de encargos

Clube promete ir à Justiça para exigir 20% de repasse mensal da BSA para pagamento de encargos

O presidente do Botafogo Futebol Clube (BFC), Eduardo Esteves, alertou em entrevista coletiva transmitida pela CBN Sports sobre o risco de o clube perder parte de suas ações na Botafogo S.A. por conta de dívidas trabalhistas adquiridas por terceiros. Segundo Esteves, o clube enfrenta cobranças de credores que compraram débitos e podem executar bens da associação caso não haja acordo.

Risco de perda de ações e valores envolvidos

Esteves citou dívidas com clubes de Santa Catarina e com entidade de Curitiba que, na avaliação dele, somam valores expressivos — cerca de R$ 3 milhões com o credor de Curitiba e mais de R$ 5 milhões com o de Santa Catarina. O presidente afirmou que as compras dessas dívidas foram feitas por uma mesma pessoa, possivelmente do sexo feminino, e que isso aumenta o risco de medidas judiciais que possam atingir participação acionária da associação na empresa.

Disputa sobre os 20% da SAF e a origem da transformação em sociedade

Durante a coletiva, foram apresentados documentos que, de acordo com o BFC, prevêem o repasse de 20% da arrecadação mensal da SAF para pagamento de dívidas trabalhistas da associação. Adalberto Batista, sócio e investidor da Botafogo S.A., tem entendimento distinto: para ele, a SAF teria origem na Botafogo S.A. e não na associação, de modo que eventual repasse seria direcionado à empresa e não ao BFC. A associação contesta na Justiça a regularidade da transformação em SAF e defende que, enquanto a questão estiver em litígio, os 20% poderiam ser constituídos judicialmente como garantia do pagamento das dívidas.

Relação com o investidor e próximos passos

Esteves também reagiu a declarações de Adalberto Batista sobre não pagar o que chamou de “taxa de sossego”, classificando a postura como problemática e abrindo dúvidas sobre a continuidade da parceria. Ele afirmou que a decisão sobre os rumos da relação com o investidor será tomada pelo Conselho Deliberativo. Paralelamente, o presidente anunciou que o clube busca outros investidores para fortalecer sua posição e reduzir a dependência em relação ao atual parceiro.

O BFC diz acompanhar o caso de perto e prepara medidas jurídicas e administrativas para proteger seu patrimônio; as deliberações formais ficaram para a reunião do conselho nos próximos dias.

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