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BFC contesta adjudicação de cotas por Adalberto Baptista, vai em busca de recurso e afirma que segue como majoritário na Botafogo SA

Clube afirma que processo não transitou em julgado e busca novas medidas, mas dívidas antigas do BFC podem levar Adalberto Baptista a se tornar majoritário na Botafogo SA
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Foto: Divulgação / Botafogo SA

O Botafogo Futebol Clube se manifestou na noite desta terça-feira sobre a decisão judicial que determinou a adjudicação de 966.232 cotas do clube na Botafogo SA, em decorrência de uma dívida antiga do Instituto Botafogo Social com a empresa Border Investimentos de Negócios Esportivos Ltda., no valor de R$ 966.231,97.

A condenação foi proferida pela juíza Rebeca Mendes Batista e divulgada em primeira mão pela CBN Ribeirão Preto. Como o BFC não teria bens penhoráveis, a Trexx, empresa ligada ao empresário Adalberto Baptista, realizou o depósito judicial para quitar o débito, o que levou à homologação da adjudicação das cotas e ao encaminhamento do ato para registro na Junta Comercial.

Recurso pendente

Em nota enviada à CBN, o BFC afirma que o processo não transitou em julgado, pois há recurso pendente de julgamento. Além disso, o departamento jurídico do clube informou que um novo recurso será interposto contra essa última decisão.

Segundo o BFC, a origem do débito está vinculada exclusivamente ao passivo do Instituto Botafogo Social. Ainda de acordo com o posicionamento oficial, o crédito da Border também foi incluído no Regime Centralizado de Execuções (RCE) do Botafogo.

RCE suspenso

O RCE, mecanismo que centraliza dívidas e prevê o pagamento parcelado aos credores com repasse de 20% das receitas da Botafogo SA, chegou a ser ativado, mas está suspenso por decisão judicial, obtida pela própria SAF.

Essa suspensão segue válida no momento. O regime pode ser restabelecido futuramente, mas não há prazo definido.

Impacto societário

Mesmo no cenário hipotético em que a Trexx consiga, de forma definitiva, a adjudicação das 966 mil cotas referentes à dívida com a Border, o Botafogo afirma que continuaria como acionista majoritário da Botafogo SA.

Pelas informações apuradas pela reportagem, essa quantidade de cotas representaria cerca de 5% do capital do BFC.

No entanto, há outros processos em andamento que também envolvem possíveis perdas de cotas, como ações referentes a contratos de mútuo assinados na gestão do ex-presidente Dmitri Abreu e a dívida com o técnico Moacir Júnior. Esses casos, somados, poderiam elevar a participação da Trex para algo próximo de 8%.

Disputa maior

Além dessas ações, existem dívidas milionárias mais antigas — como as envolvendo clubes como Coritiba e Juventus de Jaraguá do Sul — que foram adquiridas por terceiros e fazem parte de uma disputa societária mais ampla. Se todas essas cotas forem adjudicadas, em definitivo, pela Trexx, então nesse cenário Adalberto Baptista passaria a ser o sócio majoritário na Botafogo SA.

Todas as disputas entre clube e empresário estão sendo discutidas na Câmara de Arbitragem Brasil Canadá, em procedimento independente das ações judiciais citadas. A expectativa é de que essa disputa tenha um trâmite longo, sem definição ainda em 2026.

Enquanto isso, o Botafogo reforça que segue no controle societário da SAF e que continuará recorrendo das decisões judiciais.

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