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Biblioteca Sinhá Junqueira recebe Marcos Jorge, diretor do filme ‘Estômago’ neste sábado (21)

Considerado um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, longa será exibido às 14h com um bate papo na sequência
Biblioteca Sinhá Junqueira recebe Marcos Jorge
Considerado um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, longa será exibido às 14h com um bate papo na sequência

Considerado um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, longa será exibido às 14h com um bate papo na sequência

O diretor Marcos Jorge, Biblioteca Sinhá Junqueira recebe Marcos Jorge, diretor do filme ‘Estômago’ neste sábado (21), conhecido pelo filme “Estômago” (2007), participará de uma programação especial na Biblioteca Pública Municipal de Ribeirão Preto, às 14h. O evento inclui a exibição do filme seguida de um bate-papo com o cineasta, que conversará com o público sobre sua obra e trajetória.

“Estômago” foi distribuído em mais de 20 países e conquistou 39 prêmios, sendo 16 internacionais. Em entrevista à CBN, Marcos Jorge destacou que o filme foi pioneiro ao colocar a culinária no centro de uma produção brasileira, em um momento em que o tema ainda não estava em evidência no país.

“Em 2007, quando eu lancei ‘Estômago’, a culinária não estava nesse hype que hoje está. Não era tão comum, o Masterchef não tinha acontecido. Estava incipiente, o reconhecimento do talento e da forma artística que é cozinhar ainda iria acontecer. Mas não tinha acontecido ainda.”

O diretor ressaltou que o filme contribuiu para a valorização da culinária no Brasil, relacionando-a a temas como poder, ascensão social e busca pela identidade. O protagonista Nonato descobre sua identidade por meio do talento culinário, o que confere ao filme uma dimensão que vai além da gastronomia.

“Parte do fascínio do filme decorre da presença da comida, da preparação da comida no filme. Mas não só. Acredito que a coisa legal que fez com que o filme ganhasse tantos prêmios é que ele relaciona a culinária com o poder, com subir na vida, com a busca pela identidade do cozinheiro. Nonato é um cara que está em busca da sua identidade e ele descobre essa identidade justamente através do seu talento para a culinária.”

Além disso, Marcos Jorge destacou a presença de elementos de crítica social e humor sofisticado, que contribuíram para que “Estômago” se tornasse um filme cult e fosse reconhecido entre os melhores filmes brasileiros de todos os tempos pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

Entre os trabalhos mais recentes do diretor estão a série “O Caso Celso Daniel”, o filme “Abestalhados 2” e o lançamento “Estômago 2”. Marcos Jorge está em Ribeirão Preto para participar da roda de conversa na Biblioteca Pública Municipal, evento que ele considera muito relevante para a cidade.

“Eu acho muito pertinente que essa conversa esteja acontecendo em Ribeirão Preto, porque é uma cidade crucial para se falar de cultura e divulgar a cultura brasileira. É uma cidade que está longe de ser pequena, mas não é uma metrópole gigantesca como São Paulo ou outras capitais. É uma cidade que guarda um tamanho humano, onde o homem ainda pode andar e se identificar, não é uma megalópole.”

O diretor valorizou o tamanho e o perfil cultural da cidade, que possui uma massa significativa de pessoas que vivem e consomem cultura. Segundo ele, Ribeirão Preto é um ambiente adequado para atividades culturais que promovem o diálogo direto entre artistas e público.

“É uma cidade que eu valorizo muito pelo seu tamanho e desenho para esse tipo de atividade. A gente consegue ter qualidade e, ao mesmo tempo, é muito agradável, porque o bacana dessas conversas é o olho no olho, responder perguntas, conversar de fato. Acho que Ribeirão Preto tem o tamanho adequado para essa conversa. Estou muito feliz de estar fazendo isso e com certeza vai ser muito bacana.”

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