Biblioteca Sinhá Junqueira tem palestra sobre ‘Alfabetização de Futuros’
A Feira do Livro está com uma programação recheada! Hoje, às 17h, na Biblioteca Sinhá Junqueira, acontece uma palestra sobre alfabetização de futuros, explorando como desenvolver a habilidade de criar e antecipar cenários preferíveis. Pode parecer complexo, mas a aplicação é vasta, desde empresas e política até a vida individual.
O Que é Alfabetização de Futuros?
Augusto Carminati, futurista e designer de futuros, explica que a alfabetização de futuros não é algo distante da nossa realidade. Todos nós temos a capacidade inata de pensar e especular sobre o amanhã. A alfabetização de futuros, portanto, aprimora essa capacidade natural com técnicas, permitindo um melhor aproveitamento.
A Importância da Habilidade no Século XXI
Desde 2012, a ONU, através da UNESCO, destaca a importância da habilidade em futuros. Estar alfabetizado em futuros significa entender cenários, fazer projeções e visualizar possibilidades, tornando-se uma habilidade fundamental para o século XXI. Isso se aplica a organizações, indivíduos, e à vida profissional, ajudando a tomar decisões mais seguras em um mundo em constante aceleração.
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Futuros Possíveis vs. Ansiedade
Contrariando a ideia de que pensar no futuro gera ansiedade, Carminati argumenta que o desconhecimento e a falta de apropriação dos cenários é que causam a ansiedade. Ao se apropriar do futuro, entendendo as possibilidades, a pessoa se torna mais protagonista e menos vulnerável, diminuindo o medo e aumentando a segurança. A Feira do Livro acertou ao trazer o tema ‘Futuros Possíveis’, incentivando o trabalho dentro das projeções e possibilidades reais.
Ao pensarmos em futuros, não devemos focar apenas no aspecto financeiro, mas também no humano. A capacidade de se apropriar dos próprios cenários é crucial, especialmente em países que historicamente foram coadjuvantes. O estudo de futuros, tanto pessoal quanto organizacional, é essencial para enfrentar os desafios do século XXI.
Em resumo, a palestra de hoje abordará ferramentas para o design de futuros, utilizando técnicas de design para criar cenários. A ideia é partir de dados e desenvolver cenários não apenas possíveis, mas também preferíveis, com os quais nos comprometemos a construir. Essa habilidade, exclusivamente humana, não deve ser um privilégio social.
Diante de um mundo em constante transformação, a busca por ferramentas que nos permitam antecipar e moldar o amanhã se torna cada vez mais relevante, capacitando-nos a construir um futuro mais alinhado com nossos desejos e necessidades.



