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Bicho-pau, o maior inseto do mundo

Giuliano Tamura e Ananda Porto conversam com o biólogo Phillip Engelking sobre o inseto que é um mestre da camuflagem
Bicho
Giuliano Tamura e Ananda Porto conversam com o biólogo Phillip Engelking sobre o inseto que é um mestre da camuflagem

Giuliano Tamura e Ananda Porto conversam com o biólogo Phillip Engelking sobre o inseto que é um mestre da camuflagem

O programa Sons da Terra, produzido pela equipe do Terra da Gente em parceria com a Rádio CBN, apresentou uma entrevista com o biólogo Felipe Engelking, mestrando e representante do projeto Fasma, sobre os bichos-pau.

Felipe explicou que os bichos-pau são conhecidos como mestres da camuflagem, com muitas espécies praticamente invisíveis no ambiente. Existem mais de 3 mil espécies reconhecidas no mundo, sendo cerca de 230 no Brasil, onde ocorrem em diversos biomas, como floresta ombrófila, cerrado, caatinga, pantanal e campos de altitude. O grupo é pouco estudado, e estima-se que metade das espécies ainda não tenha sido descoberta.

Diversidade e características: Os bichos-pau são os maiores insetos do mundo, com alguns exemplares chineses chegando a 50 centímetros de corpo e até 60 centímetros com as pernas esticadas. São insetos herbívoros, alimentando-se principalmente de folhas e, em alguns casos, flores, com aparelho bucal mastigador. São seletivos quanto às plantas que consomem, preferindo espécies nativas e tolerantes a toxinas vegetais.

Hábitos e habitat: Esses insetos dependem de ambientes preservados para sobreviver, Bicho, sendo encontrados principalmente em áreas com vegetação nativa. Possuem hábitos noturnos, permanecendo imóveis durante o dia para manter a camuflagem. A melhor forma de observá-los é durante a noite, em trilhas ou locais com vegetação conservada.

Reprodução e comportamento: Bichos-pau são dióicos, com machos e fêmeas apresentando dimorfismo sexual: as fêmeas são maiores e mais robustas para a postura de ovos, enquanto os machos são menores, mais leves e possuem asas desenvolvidas para buscar as fêmeas. Algumas espécies apresentam partenogênese, um tipo de reprodução assexuada em que a fêmea pode gerar descendentes sem a presença do macho, especialmente em ambientes degradados onde os machos têm dificuldade para encontrar parceiras.

Sons produzidos pelos bichos-pau

Felipe destacou que alguns bichos-pau produzem sons como mecanismo de defesa. Um grupo conhecido como bicho-folha, encontrado no Sudeste Asiático e Austrália, emite som raspando as antenas, embora a função ainda seja desconhecida. O som mais comum, chamado de chiado, é produzido por espécies que raspam os dois pares de asas entre si, acompanhado de cores de alerta nas asas. Esse chiado serve para afastar predadores e não está relacionado a cortejo.

Um exemplar filmado por Felipe foi o Pterinoxys eopnemis, Bicho, capturado em Presidente Figueiredo, na Amazônia. O inseto apresenta camuflagem perfeita, assemelhando-se a um galho, e emite um chiado audível como defesa.

Informações adicionais

O projeto Fasma divulga suas pesquisas e imagens nas redes sociais, especialmente no Instagram (@projetofasma), com o objetivo de aumentar o conhecimento público sobre a biodiversidade brasileira, incluindo os bichos-pau e outras espécies pouco conhecidas. A divulgação científica é vista como fundamental para a valorização e conservação desses insetos e seus habitats.

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