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Bloqueio Russo de Exportações de Nitrato de Amônio: Impacto Imediato no Brasil
O governo russo anunciou na quarta-feira passada a proibição das exportações de nitrato de amônio até, pelo menos, 1º de abril. Essa decisão impacta diretamente o Brasil, que importa cerca de 1,5 milhão de toneladas anualmente do produto, com aproximadamente 98% desse volume vindo da Rússia. A justificativa russa é a necessidade de garantir o abastecimento interno devido ao atraso na semeadura da safra de primavera.
Importação e Alternativas
A suspensão das exportações, que surpreendeu o mercado, agrava a situação, pois há poucas alternativas de fornecimento para o Brasil. A China, grande exportadora de sulfato de amônio, não é uma opção viável para suprir a demanda de nitrato de amônio. A dependência brasileira da Rússia nesse adubo específico deixa o setor vulnerável a esse tipo de medida.
Setores Mais Afetados
Os setores mais afetados serão as lavouras de cana-de-açúcar e café, que utilizam grandes quantidades de nitrato de amônio em sua adubação. Para a cana-de-açúcar, o início da safra coincide com o período de proibição russa. Já para o café, o período de maior adubação ocorre entre junho e outubro, fora da janela de restrições russas, pelo menos por enquanto.
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A decisão russa de proibir as exportações de nitrato de amônio cria incertezas no mercado brasileiro de fertilizantes. A falta desse insumo essencial pode impactar a produção agrícola e os preços dos produtos, exigindo que o setor busque alternativas e soluções para minimizar os danos.