Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) elevou a disponibilidade de crédito para investimentos no setor agrícola para o ano-safra 2016-2017, que teve início no começo do mês. O orçamento totaliza R$ 17,4 bilhões, um aumento significativo em relação aos R$ 15 bilhões liberados na safra anterior.
Disponibilidade vs. Liberação Efetiva
Embora o aumento da oferta de crédito seja uma notícia positiva, é crucial distinguir entre a disponibilidade anunciada e a liberação efetiva dos recursos. A aprovação do crédito depende das instituições financeiras, principalmente o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Muitos empresários enfrentam dificuldades devido ao excesso de burocracia e documentação exigida para acessar o crédito disponibilizado pelo BNDES.
O Moderfrota e as Taxas de Juros
Do total previsto, R$ 4,7 bilhões serão destinados à aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas por meio do programa Moderfrota. No entanto, é fundamental considerar as taxas de juros, que permanecem elevadas devido à taxa Selic e à taxa de risco cobrada pelas instituições financeiras. A média de juros no mercado pode variar de 20% a 23%, dependendo do caso. Produtores e empresários devem analisar cuidadosamente as condições de pagamento e as particularidades de cada cultura antes de buscar financiamento.
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BNDES como Agente de Fomento
O BNDES se destaca como o principal agente de fomento ao desenvolvimento econômico e social no Brasil, oferecendo linhas de crédito mais atraentes e prazos de pagamento mais vantajosos em comparação com outras instituições financeiras. Apesar de um otimismo cauteloso em relação à economia, a inadimplência e a recuperação judicial ainda representam desafios. A oferta de crédito sinaliza uma tentativa de aquecer a economia, mas a segurança do produtor e do empresário depende de uma reação efetiva e segura do mercado.
Em suma, o aumento do crédito agrícola representa uma oportunidade, mas exige cautela e planejamento por parte dos produtores e empresários do setor.