Com construção teatral que mistura ópera, rock e outro gêneros, música é uma das principais composições de Freddie Mercury
Bohemian Rhapsody, clássico do Queen, completa 50 anos. A música, composta por Freddie Mercury em diferentes momentos, é uma peça teatral musical com múltiplas camadas.
Uma Balada com Coral e Crise Existencial
A primeira parte da canção é uma balada com coral, onde as vozes de Mercury, Brian May e Roger Taylor são gravadas em camadas (multitrack). A letra sugere um personagem em crise existencial, explorando temas de realidade e ilusão.
Crime, Culpa e Julgamento
A segunda parte apresenta uma mudança de textura musical. A voz de Mercury se destaca, acompanhada pelo piano e outros instrumentos. O personagem confessa um crime hipotético, sentindo culpa e arrependimento. A ópera se manifesta na dramaticidade e narrativa da história.
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Operaticidade, Explosão e Aceitação
A seção “operática” traz personagens como Scaramouche, Galileo e Fígaro, em um julgamento simbólico. A guitarra pesada e a bateria representam a luta contra a condenação. O final é calmo e contemplativo, com a aceitação da situação. A música é uma composição livre e dramática sobre uma alma fora dos padrões em conflito com o mundo.
Bohemian Rhapsody, com seus mais de seis minutos de duração, quebrou padrões ao misturar ópera e rock. Sua complexidade e teatralidade, mais do que elementos operísticos puros, residem em sua narrativa dramática. A canção se tornou um marco na história do rock, representando a inovação e a ousadia do Queen.