Ouça a coluna ‘Quadra Coberta’ com Adriano Ferreira
O Australian Open, primeiro Grand Slam do ano, enfrenta polêmica em seus protocolos de segurança contra a Covid-19. A organização do torneio, em conjunto com a ATP, tem se esforçado para trazer jogadores de todo o mundo, fretando voos especiais.
Protocolos Rigorosos e Desigualdade entre Atletas
Apesar dos esforços, os protocolos são severos. Vários voos chegaram com passageiros contaminados, obrigando-os a cumprir quarentenas rigorosas. A situação, porém, não é igual para todos os atletas. As principais cabeças de chave desfrutam de condições privilegiadas de treinamento e hospedagem em hotéis de alta qualidade, enquanto outros jogadores enfrentam quarentenas em condições precárias, reclamando da qualidade da comida e da infraestrutura dos hotéis.
Impacto nos Atletas e Discussões sobre a Realização do Torneio
A quarentena obrigatória de 14 dias sem treinamento antes do início do torneio é um ponto crítico. Atletas que se prepararam durante meses para o Australian Open podem ter seu desempenho comprometido pela falta de prática e preparação física adequada. Isso aumenta o risco de lesões e impacta diretamente no nível de jogo e confiança dos tenistas. A situação gera debates acalorados, com opiniões divididas entre aqueles que defendem o cancelamento do torneio e os que acreditam que o evento deve acontecer, mesmo com as dificuldades.
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Desafios para a Organização e o Futuro do Torneio
A organização do Australian Open enfrenta um grande desafio para garantir a segurança e a equidade entre os participantes. A falta de condições adequadas de treinamento para muitos atletas pode prejudicar a qualidade do torneio e gerar insatisfação. A situação levanta questionamentos sobre a viabilidade de realizar grandes eventos esportivos em meio à pandemia e a necessidade de protocolos mais justos e eficazes para todos os envolvidos.