Segundo economista a não valorização do produto deve-se, entre outros fatores, pela queda na procura no mercado externo
O preço do açúcar no mercado internacional não acompanhou a valorização de outras commodities em 2005, apresentando uma queda real de 68%, segundo análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP de Ribeirão Preto.
Demanda Estagnada e Produtos Substitutos
De acordo com o economista Luciano Nakabashi, responsável pelo estudo, a baixa demanda e o surgimento de produtos substitutos contribuíram para a queda no preço do açúcar. O consumo de açúcar, mesmo em países importadores, atingiu um patamar de estabilidade, com pouco espaço para crescimento. Além disso, a crescente preocupação com a saúde tem levado à substituição do açúcar por outros adoçantes.
Oferta Excedente e Concorrência Internacional
Embora o Brasil tenha ampliado sua participação no mercado internacional de açúcar, o aumento da oferta global superou o crescimento da demanda, resultando na queda dos preços. A produção brasileira de açúcar tem crescido mais que a demanda mundial, o que, apesar de aumentar a participação de mercado brasileira, pressiona os preços para baixo.
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Alternativas para o Setor Sucroenergético
Nakabashi sugere que os produtores brasileiros considerem alternativas para melhorar a rentabilidade, como direcionar uma maior parte da produção de cana-de-açúcar para a fabricação de etanol. A crescente demanda por combustíveis alternativos, impulsionada pela alta do preço da gasolina, pode beneficiar o setor sucroenergético, compensando a queda na demanda por açúcar. A pesquisa do Cepea também mostra um aumento na produção de açúcar entre as safras 2015/2016 e 2016/2017, mas as projeções para 2018/2019 indicam uma redução na produção na região Centro-Sul, em parte devido à maior demanda por etanol.



