Procuras ocorreram por um período de sete dias, como prevê o protocolo da corporação; retomada depende de novas evidências
Os bombeiros suspenderam nesta quarta-feira, Bombeiros suspendem por tempo indeterminado buscas, por tempo indeterminado, as buscas pelo corpo do empresário Nelson Carrera Filho, desaparecido desde 16 de maio no Rio Grande, em Miguelópolis.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a operação foi reiniciada na última quinta-feira e que, conforme diretriz da corporação, as buscas são realizadas por um período de sete dias. A retomada das buscas depende de novas evidências.
Suspensão das buscas e dificuldades operacionais
O tenente Eric Tanque explicou que a operação foi encerrada devido ao horário e que a equipe aguarda ordens superiores para possíveis retomadas. O uso de um detector de metais submerso, que chegou nesta quarta, visava verificar áreas de maior profundidade e com visibilidade comprometida pela quantidade de água e lama. No entanto, as dificuldades persistem, pois o equipamento altera a onda e o fundo do rio possui uma camada de lama de até dois metros, o que impede o mergulhador de alcançar possíveis objetos detectados.
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Presença da família e do suspeito nas buscas: Pela primeira vez, a família de Nelson Carrera Filho acompanhou as buscas. Felipe Miranda, que confessou ter jogado a vítima no rio, também esteve presente durante a operação. Miranda está preso temporariamente e afirmou à polícia civil que matou o empresário e jogou o corpo no Rio Grande a pedido de Marlon Couto Paula Junior, suspeito de ter cometido o crime por desavenças comerciais.
“Você acabou com uma família! Só que você não vai sair livre não, viu?” – disse Melissa Carrera, irmã de Nelson, ao ouvir o suspeito.
Resultados das buscas e reação da família: Apesar de um local específico ter sido indicado por Miranda, nada foi encontrado no local. Melissa Carrera expressou tristeza com o fim das buscas e a falta de respostas:
“A gente se sente assim, sem uma resposta, sem… A gente tenta defender, a gente tenta buscar de todas as formas, mas cada dia a esperança vai se apagando.”
Informações adicionais
O advogado de Marlon Couto afirmou que o empresário ainda não se entregou porque foi ameaçado, inclusive com tentativa de invasão em sua residência.



