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Bosque de Ribeirão chega a atender até 16 animais por dia vítimas de queimadas na região

Além das queimaduras, os animais são vítimas de atropelamento enquanto tentam fugir dos incêndios
animais queimados
Além das queimaduras, os animais são vítimas de atropelamento enquanto tentam fugir dos incêndios

Além das queimaduras, os animais são vítimas de atropelamento enquanto tentam fugir dos incêndios

A equipe de veterinários do Bosque Zoológico Municipal Fábio Barreto, em Ribeirão Preto, tem recebido um número crescente de animais silvestres vítimas de ações humanas, principalmente devido às queimadas que têm assolado a região. O objetivo do programa é resgatar, tratar e, quando possível, reinserir esses animais na natureza, o que acontece em cerca de 70% dos casos.

Aumento na demanda e desafios do tratamento

Com o início da época reprodutiva dos animais e o aumento significativo de focos de incêndio, a demanda por atendimento no Bosque tem crescido exponencialmente. Enquanto o atendimento habitual gira em torno de 2 a 3 animais por dia, esse número chega a 16 durante os períodos de queimadas. Os animais chegam com diversos tipos de lesões, incluindo queimaduras graves, desidratação e traumas por atropelamento. O tratamento requer cuidados intensivos, focando na reidratação, no tratamento das feridas e na recuperação geral do animal, que frequentemente se encontra debilitado. Um caso recente ilustra a gravidade da situação: um tamanduá-mirim foi resgatado com queimaduras extensas na face, abdômen, peito e patas.

Resgate e o delicado processo de aproximação com os animais

O resgate dos animais é um processo delicado. Animais maiores, como onças e antas, costumam fugir, enquanto os menores, em estado de choque, podem ser mais facilmente resgatados. A equipe busca transmitir segurança e cuidado aos animais, mostrando que a intenção é ajudar. A maioria deles colabora com o tratamento, percebendo o alívio da dor proporcionado pelos veterinários. Em casos extremos, a eutanásia é considerada como último recurso, quando o sofrimento do animal é insuportável e não há chances de recuperação.

Como ajudar e o que fazer em caso de encontrar um animal silvestre ferido

Para quem encontrar um animal silvestre ferido, a recomendação principal é não tocar no animal, exceto em casos de filhotes muito pequenos. O ideal é entrar em contato com o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar Ambiental. Em situações de urgência, é possível entrar em contato com o Bosque Zoológico para obter orientações. O programa conta com uma equipe dedicada e busca constantemente ampliar sua capacidade para atender à crescente demanda, mas a prevenção de incêndios e a conscientização da população são fundamentais para reduzir o número de animais afetados.

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