Construção é tombada como patrimônio histórico e não recebeu lance nas últimas arrematações
O Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo, corre o risco de ir a leilão novamente em novembro devido a uma dívida fiscal de R$ 30 milhões.
Dívida e Leilão Iminente
O clube já enfrentou situações semelhantes no passado, com o estádio sendo penhorado por dívidas. Em 2018, uma avaliação previa o valor do estádio em R$ 41 milhões; após reformas, sua avaliação atual gira em torno de R$ 110 milhões. A dívida principal é com o Refis (Programa de Recuperação Fiscal), com parcelas em atraso desde 2019. O Botafogo busca uma audiência de conciliação para evitar o leilão marcado para 22 de novembro.
Tentativas de Negociação e Obstáculos
A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo argumenta que a dívida é da F.C. (clube tradicional), e não de sua responsabilidade. A impossibilidade de verticalização do estádio, devido a leis municipais e questões de patrimônio histórico, dificulta a atração de compradores. A situação é agravada pela recorrência do problema, gerando desconfiança e desprestigiando o clube.
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O Futuro do Estádio
A resolução da pendência é crucial para o Botafogo. A repetição de leilões anteriores sem sucesso demonstra a complexidade do caso. A busca por uma solução amigável é a estratégia do clube, mas o tempo urge, e a imagem do clube fica comprometida a cada nova ameaça de leilão. O sucesso da negociação dependerá da capacidade do clube em comprovar a invalidade da dívida ou em negociar um acordo satisfatório com os credores.


