Petrobras reviu contratos de fornecimento com as distribuidoras e unidade pode ficar entre R$ 0,20 e R$ 0,70 mais cara
O preço do gás de cozinha no Brasil está prestes a sofrer um novo aumento. Após o fim dos incentivos governamentais, a Petrobras anunciou um impacto médio de R$ 0,20 por botijão de 13 kg, mas o repasse final ao consumidor ainda é incerto.
Impacto na população
A expectativa de aumento já preocupa a população. Comerciantes como Moisés Farias, que vende pipoca e algodão doce em São Paulo, relatam preocupação e já se preparam para o encarecimento do produto, reforçando seus estoques. O aumento afeta diversos setores, encarecendo custos de produção e impactando diretamente o consumidor final.
Aumento na cadeia de distribuição
A Petrobras alterou os contratos de fornecimento, passando a cobrar taxas antes cobertas pela estatal. Esse repasse às distribuidoras e revendedoras pode chegar a 4%, acumulando-se ao longo da cadeia de distribuição e resultando em um aumento maior do que o inicialmente anunciado pela Petrobras. Em menos de um ano, o preço do gás já sofreu reajustes de 5% e mais de 10%, demonstrando a instabilidade do mercado.
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Projeções e impactos
O consultor financeiro Marcos Bernasconi explica que o aumento na Petrobras se soma aos impostos e outros repasses, gerando um impacto final maior para o consumidor. Em estabelecimentos comerciais como o bufê da nutricionista Vanessa Artur, o aumento de 4% representará um acréscimo de cerca de R$ 24 reais mensais, que provavelmente será repassado aos clientes. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima um repasse entre 1% e 4%, elevando o preço médio do botijão em São Paulo para cerca de R$ 53,20.
A incerteza quanto ao repasse final aos consumidores e o impacto cumulativo na cadeia de distribuição geram grande preocupação em diversos setores da economia e na população brasileira.



