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Branding nas redes sociais ajuda empreendedores a construir marca e acelerar negócios

Especialista explica como ações digitais e pessoais moldam a percepção do público, reforçando a importância da intenção no uso profissional das redes sociais
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As redes sociais deixaram de ser apenas um espaço de exposição pessoal e passaram a ocupar papel estratégico no empreendedorismo. Em entrevista à CBN, a estrategista de marca e conteúdo digital Alana Miranda explicou como o branding influencia diretamente a forma como pessoas e negócios são percebidos pelo público.

Segundo ela, marca vai muito além da identidade visual. Está ligada à percepção e à lembrança que um negócio ou uma pessoa deixa nas outras. No ambiente digital, cada ação, do conteúdo publicado às escolhas do dia a dia, contribui para essa construção.

A especialista destacou que, hoje, grande parte dessas ações acontece online, o que exige cuidado redobrado com aquilo que é compartilhado, já que a presença digital funciona como uma vitrine permanente.

O que é branding

De forma simples, branding é a gestão das ações de uma marca para construir uma percepção desejada. Alana explica que marca é aquilo que falam de alguém quando essa pessoa não está presente, e o branding organiza essas ações para que a lembrança gerada seja coerente com o objetivo do negócio.

Essas ações podem ser físicas ou digitais. A identidade visual, o conteúdo publicado nas redes sociais, os produtos criados e até os ambientes frequentados fazem parte desse conjunto que molda a imagem de uma marca.

No meio digital, o conteúdo passa a ser uma ferramenta central, já que é produzido de forma intencional para reforçar como a marca quer ser lembrada pelo público.

Marca pessoal

A entrevista também abordou a força das marcas pessoais nos negócios. Para Alana Miranda, pessoas aceleram processos de decisão porque consumidores se conectam mais facilmente com outras pessoas do que com logotipos.

Por isso, ela recomenda que profissionais tenham apenas um perfil nas redes sociais, usando o bom senso para definir o que será compartilhado publicamente. Conteúdos pessoais podem ser usados estrategicamente, desde que reforcem a conexão com o público e estejam alinhados à imagem que se deseja construir.

A especialista alerta que tudo o que é publicado contribui para uma lembrança positiva ou negativa, especialmente quando o perfil é utilizado de forma profissional.

Conteúdo intencional

Outro ponto destacado foi a importância da intencionalidade. Antes de investir em anúncios ou estratégias de marketing, é necessário organizar a comunicação e alinhar o conteúdo à mensagem da marca.

Alana comparou o branding à organização de uma casa, enquanto o marketing seria o convite para que as pessoas entrem. Em muitos casos, pequenas mudanças na comunicação já são suficientes para alterar a percepção do público.

Ela também ressaltou que conteúdos desalinhados devem ser arquivados ou apagados, já que a rede social permite que qualquer pessoa revisite publicações antigas a qualquer momento.

Storytelling digital

A especialista destacou ainda o papel do storytelling nas redes sociais. Contar histórias gera identificação, engajamento e facilita a construção de relacionamento com o público ao longo do tempo.

Segundo Alana, as redes sociais permitem essa narrativa contínua, em que stories e feed se complementam para manter a marca presente na memória das pessoas. Com isso, as vendas acontecem de forma mais natural, sem a necessidade de convencimento direto.

Por fim, ela reforçou que nunca é tarde para começar nas redes sociais. O crescimento depende de dedicação, consistência e do uso profissional das plataformas, entendendo que resultados exigem tempo e planejamento.

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