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Brasil aparece em 54ª posição no ranking global de inovação

País ganhou três lugares comparado à edição de 2021; melhor posição conquistada foi em 2011, 47° lugar no ranking
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País ganhou três lugares comparado à edição de 2021; melhor posição conquistada foi em 2011, 47° lugar no ranking

País ganhou três lugares comparado à edição de 2021; melhor posição conquistada foi em 2011, 47° lugar no ranking

O Brasil ocupa a 54ª posição no Ranking Global de Inovação de 2022, subindo três posições em relação a 2021. Apesar da melhora, o país ainda se encontra distante de sua melhor colocação histórica (7ª posição em 2011), sete posições atrás de seu desempenho de uma década antes. Mesmo na América Latina, o Brasil ocupa apenas a quarta posição, atrás do Chile.

Insumos e Produtos de Inovação: Os Pilares do Ranking

A classificação considera os insumos e produtos de inovação. Os insumos englobam cinco pilares: instituições, capital humano, pesquisa, infraestrutura e sofisticação de mercado e empresarial. Já os produtos de inovação são avaliados por meio de dois pilares: produtos de conhecimento e tecnologia, e produtos criativos. O ranking, reconhecido pela ONU, serve como referência para avaliar a inovação em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Desempenho Brasileiro e Pontos Críticos

Apesar da melhora de seis posições no subíndice de produtos de inovação, o Brasil perdeu duas posições no subíndice de insumos, indicando menor investimento em inovação, infraestrutura precária e insegurança política. A medida provisória que limitou recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, bloqueando cerca de R$ 3,5 bilhões, exemplifica esse cenário. O país apresenta desempenho particularmente baixo no pilar de instituições (102ª posição), reflexo da instabilidade política.

Países como Suíça, Estados Unidos, Reino Unido, Países Baixos, Coreia do Sul, Suécia, Alemanha, Finlândia e Dinamarca lideram o ranking. Para se aproximar desses líderes, o Brasil precisa investir em educação, formar mais cientistas e engenheiros, agilizar o sistema judiciário e o sistema regulatório, melhorar a eficiência dos gastos públicos, simplificar o sistema tributário e, crucialmente, garantir estabilidade política.

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