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Brasil atinge o menor patamar de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza em 12 anos

Dados foram divulgados pelo IBGE; Bruno Silva fala da importância das políticas públicas para combater a miséria
Brasil atinge o menor patamar de
Dados foram divulgados pelo IBGE; Bruno Silva fala da importância das políticas públicas para combater a miséria

Dados foram divulgados pelo IBGE; Bruno Silva fala da importância das políticas públicas para combater a miséria

O Brasil registrou em 2023 o menor nível de pobreza extrema dos últimos 12 anos, Brasil atinge o menor patamar de, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A redução significativa ocorreu principalmente nos últimos dois anos, período marcado por desafios como a pandemia de Covid-19.

Melhora nos indicadores de pobreza

De acordo com especialistas, a queda no número de pessoas em situação de pobreza extrema reflete a combinação de políticas públicas nacionais e ações locais, como a atualização do Cadastro Único, que permite o acesso a benefícios sociais. Em 2023, cerca de 8 a 9 milhões de pessoas deixaram de viver abaixo da linha da pobreza, definida como renda mensal inferior a R$ 665, valor que corresponde a 27,3% da população.

Desigualdade ainda é um desafio: Apesar da melhora, o Brasil permanece entre os países mais desiguais do mundo. A desigualdade de renda não apresentou redução significativa em 2023, segundo o IBGE, permanecendo estável. A massa salarial gerada pelos empregos ainda é insuficiente para atender às necessidades da população, o que dificulta a melhoria da qualidade de vida.

Fatores que influenciam a redução da pobreza: A melhora no mercado de trabalho e a continuidade de programas sociais, como o Bolsa Família, foram apontados como principais fatores para a redução da pobreza. No entanto, especialistas ressaltam que a diminuição da desigualdade depende de políticas integradas que envolvam educação de qualidade, acesso à cultura, qualificação profissional e geração de empregos melhores remunerados.

Desigualdade racial e regional: Os dados do IBGE também evidenciam disparidades raciais e de gênero: pessoas brancas ganham cerca de 70% mais do que pretos e pardos, e homens recebem 26,4% a mais que mulheres. A pobreza no Brasil está historicamente associada a essas desigualdades estruturais. Além disso, a extrema pobreza está mais concentrada em regiões menos desenvolvidas, exigindo atenção especial dos governos municipais, que têm papel fundamental na coordenação e complementação das políticas sociais.

Entenda melhor

Em 2021, durante a pandemia, 36,7% da população brasileira vivia na pobreza. Em 2022, esse índice caiu para 31,6%, e em 2023 atingiu o menor patamar histórico. A linha da extrema pobreza, definida como renda inferior a R$ 209 por mês, também apresentou queda, ficando abaixo de 5% pela primeira vez.

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