País teve 7,3 milhões pessoas que se desligaram do emprego; David Forli Inocente orienta sobre essa ‘fuga de funcionários’
O ano de 2022 registrou um número recorde de pedidos de demissão voluntária no Brasil: 7,3 milhões de pessoas deixaram seus empregos. Esse aumento de quase 10% em relação ao ano anterior levanta questionamentos sobre as razões por trás dessa tendência e seus impactos no mercado de trabalho.
Quem está pedindo demissão?
Um estudo da LCA consultoria, baseado em dados do Ministério do Trabalho, revela um perfil interessante dos profissionais que estão deixando seus empregos. A maioria (47%) é composta por pós-graduados, com destaque para aqueles com MBAs. Dentro desse grupo, os jovens representam 40% do total, indicando que a busca por novas oportunidades não se limita a uma faixa etária específica. A estabilidade econômica e a confiança no mercado de trabalho são fatores que impulsionam essa movimentação.
Os desafios para as lideranças e o RH
Uma pesquisa da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), em parceria com a HRtec Humae, aponta que apenas 40% dos líderes se sentem preparados para os desafios da liderança contemporânea. Esse dado é preocupante, considerando o alto custo da rotatividade de pessoal para as empresas. A perda de produtividade, o tempo gasto em recrutamento e treinamento de novos colaboradores, e o impacto negativo no clima organizacional são consequências diretas dessa alta taxa de turnover.
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Como reter talentos?
Para estancar essa “sangria” de talentos, as empresas precisam adotar estratégias proativas. Entrevistas de permanência (ou feedback/feedforward), pesquisas de clima e entrevistas demissionais são ferramentas essenciais para identificar as causas da insatisfação e implementar mudanças. A comunicação aberta, a valorização dos colaboradores e a adaptação às novas demandas do mercado de trabalho são cruciais para a retenção de talentos. Além disso, a escolha cuidadosa de novos líderes, considerando a compatibilidade com a cultura da empresa, é fundamental para garantir a estabilidade e o sucesso da organização. Promover a ascensão interna também é uma estratégia eficaz, desde que haja planejamento e avaliação das habilidades dos colaboradores. Afinal, reter talentos é um processo contínuo que exige atenção e investimento por parte das empresas.