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Brasil corta corta pela meta os investimentos em pesquisas universitárias

Em 2017 foram injetados R$ 4 bilhões no segmento, menos da metade da destinação de 2010, que chegou a R$ 10 bilhões
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Em 2017 foram injetados R$ 4 bilhões no segmento, menos da metade da destinação de 2010, que chegou a R$ 10 bilhões

Em 2017 foram injetados R$ 4 bilhões no segmento, menos da metade da destinação de 2010, que chegou a R$ 10 bilhões

O Brasil, apesar de seu papel de destaque na ciência, atrasa-se em relação a países como os Estados Unidos e nações europeias em investimentos em pesquisa. Enquanto os EUA injetaram US$ 118 bilhões em pesquisas universitárias em 2022, o Brasil investiu apenas R$ 4 bilhões em 2017, contra R$ 10 bilhões em 2010.

Diferenças de Investimento: Público x Privado

A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Progressão da Ciência, Vanderlanda Silva-Bousani, aponta a diferença entre a política de Estado americana e a brasileira. Nos EUA, o investimento em educação, ciência e tecnologia é uma política de Estado, enquanto no Brasil, a situação é mais complexa e influenciada pela tradição das universidades, muitas vezes mais focadas no ensino que na pesquisa.

Desigualdade entre Universidades Públicas e Privadas

As universidades públicas brasileiras se destacam em pesquisas acadêmicas em comparação às privadas. Um exemplo disso é a disparidade na quantidade de projetos científicos: uma universidade particular de Ribeirão Preto possui mais de 300 projetos ativos, principalmente em saúde, enquanto outras instituições privadas se concentram em projetos de iniciação científica para graduandos. O diretor de pesquisas da Universidade Federal de São Carlos, João Batista Fernandes, atribui essa diferença à busca por lucro das instituições privadas, em contraponto à missão das universidades públicas de formar estudantes e promover a pesquisa.

O diretor-presidente Rafa Pespe, Carlos Américo Pacheco, reforça a dificuldade de sustentação financeira de pesquisas em instituições privadas, devido aos altos custos envolvidos. A pesquisa se concentra, portanto, majoritariamente em universidades públicas. De quatro universidades particulares de Ribeirão Preto contatadas, apenas uma apresenta projetos científicos em andamento. A Universidade Federal de São Carlos, por sua vez, relatou a realização de mais de 3.500 pesquisas apenas no ano passado.

A próxima reportagem desta série analisará as perspectivas para as pesquisas acadêmicas no Brasil com o novo governo.

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