Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patrícia Teixeira
Um relatório recente do Instituto para Estudos Avançados de Sustentabilidade da Universidade das Nações Unidas revelou um dado alarmante: o Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina. Este cenário preocupante acarreta sérias consequências para o meio ambiente e a saúde pública.
O Crescente Problema do Lixo Eletrônico
O lixo eletrônico, composto por dispositivos como celulares, baterias, tablets, computadores e HDs, representa um desafio complexo. Em 2014, o Brasil gerou 1,4 mil quilotoneladas desse tipo de resíduo. Para contextualizar, uma quilotonelada equivale a mil toneladas, evidenciando a magnitude do problema.
Impacto Global e Tendências Futuras
A produção global de lixo eletrônico atinge a marca de 40 mil quilotoneladas, com a América Latina contribuindo com 17 quilotoneladas desse total. O cenário é ainda mais preocupante quando se considera a projeção de aumento de 5% a 7% ao ano nos próximos dois anos, impulsionada pela falta de políticas de descarte adequadas.
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Responsabilidade Compartilhada e Soluções Possíveis
A responsabilidade pelo descarte correto do lixo eletrônico é compartilhada entre consumidores, fabricantes, importadores, distribuidores, empresas de reciclagem e o governo. É crucial desenvolvermos uma consciência coletiva sobre a importância de não descartar esses materiais de forma inadequada. Algumas operadoras de telefonia celular já oferecem programas de coleta, permitindo que os consumidores entreguem seus aparelhos antigos para o descarte correto, uma iniciativa que merece ser ampliada e incentivada.
Encontrar soluções eficazes para este problema crescente é essencial para mitigar seus impactos negativos e promover um futuro mais sustentável.