Apenas Chile e Uruguai estão a frente; pesquisador Vitor Valenti reforça a importância da vacinação e fala dos riscos da cepa
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que 77 países registraram casos da variante Ômicron. Segundo o chefe da OMS, vacinas de reforço podem ajudar a conter a disseminação da Covid-19, desde que haja acesso para as pessoas mais vulneráveis.
Ômicron: Uma Variante Mais Resistente?
No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 19 casos da nova variante: 13 em São Paulo, dois no Distrito Federal, e um em Goiás e no Rio Grande do Sul. Apesar de apresentar maior resistência às vacinas, estudos indicam que elas continuam eficazes contra casos graves. O Brasil ocupa a terceira posição entre os países mais protegidos contra a Ômicron.
Transmissibilidade e Gravidade da Ômicron
Em entrevista, o professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingrácia Valente, explicou que a Ômicron apresenta um número recorde de mutações, o que inicialmente gerou preocupações sobre a eficácia das vacinas. Pesquisas recentes mostram que a variante diminui a proteção das vacinas em testes de laboratório, mas estudos em amostras da população indicam que a proteção contra internação permanece alta (70% a 80%). A Ômicron se mostrou significativamente mais transmissível que a Delta, porém, menos grave, com internações aumentando menos que os casos diários. Devido à alta taxa de vacinação no Brasil, o país se encontra em uma posição privilegiada em relação à variante.
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Vacinação Infantil e o Futuro da Pandemia
O professor destacou a importância da vacinação infantil, aprovada pela Anvisa para crianças de 5 a 11 anos. A vacina Pfizer, a mais testada contra a Ômicron, demonstrou eficácia na proteção contra casos graves. A vacinação em massa, incluindo crianças, é crucial para controlar a pandemia e reduzir o impacto da Covid-19, possivelmente a níveis semelhantes à gripe comum em um futuro próximo. A recomendação é manter os protocolos de segurança, mesmo após a vacinação completa.



